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22/09/2014 18:25 -03 | Atualizado 26/01/2017 22:12 -02

STJD solicita imagens de clássicos e rivais paulistas e mineiros podem ser punidos

RODRIGO GAZZANEL/FUTURA PRESS/ESTADÃO CONTEÚDO

A briga entre duas torcidas organizadas do Corinthians na vitória do clube do Parque São Jorge sobre o São Paulo por 3 a 2 na partida deste domingo (21), na Arena Corinthians, pode resultar em uma pesada punição ao Timão.

O árbitro da partida, Luiz Flavio de Oliveira, relatou na súmula da partida a ocorrência da confusão na arquibancada da seguinte maneira: "Informo que aos 11 minutos do segundo tempo houve uma briga na torcida do Corinthians, no setor onde se encontravam as torcidas organizadas. A confusão foi contida pela polícia militar". Com isso, a Procuradoria do STJD (Superior Tribunal de Justiça Desportiva) solicitou as imagens do jogo para analisar possíveis infrações ocorridas.

O arremesso de um isqueiro no gramado, por parte de um torcedor corintiano, também pode ajudar a complica a situação do clube. "Aos 20 minutos foi atirado no campo de jogo um isqueiro vindo do setor onde se encontravam as torcidas organizadas do Corinthians. O objeto foi retirado pelo jogador número 4, sr. Antonio Carlos dos Santos Aguiar, do São Paulo, e entregue ao árbitro assistente adicional 2, Vinicius Furlan", disse o árbitro, na súmula.

Ofensas homofóbicas proferidas por torcedores corintianos ao goleiro são-paulino Denis – bem como cânticos com o mesmo teor proferidos pelos são-paulinos – não foram citados na súmula, mas devem ser investigados, podendo complicar ainda mais o Corinthians, além de gerar sanções ao São Paulo.

"A Procuradoria está requisitando para análise as imagens dos jogos com tumultos, desordens, lançamento de objetos, cânticos ofensivos dentre outros. Maiores informações após protocolo e divulgação das denúncias", disse Paulo Schmitt, procurador-geral do STJD (Superior Tribunal de Justiça Desportiva). Com todas as possíveis punições, o Corinthians pode perder até 12 mandos de campo.

Clássico mineiro

A explosão de bombas nas arquibancadas do Mineirão também pode complicar os mineiros Cruzeiro e Atlético-MG. Apesar dos cruzeirenses sustentarem que os artefatos explosivos vieram exclusivamente do setor atleticano do estádio, o árbitro Marcelo de Lima Henrique relatou na súmula que ouviu “estouros de artefatos explosivos que vinham da divisa das duas torcidas”.

Assim foi registrado o incidente, na súmula, pelo juiz da partida: “Interrompi a partida aos 41 minutos do primeiro tempo, após ouvir estouros de artefatos explosivos que vinham da divisa das duas torcidas. Solicitei a administração do estádio e ao policiamento encarregado que tomassem as devidas providências para o prosseguimento da mesma, avisando no sistema de som e reforçando o policiamento na área de divisão das duas torcidas".

"Após as medidas, não houve mais nenhum incidente relacionado ao uso de artefatos explosivos, transcorrendo a partida normalmente. Ao final da partida fui informado pelo Sargento PM Bárcaro, comandante do policiamento interno do estádio, que os artefatos explosivos foram lançados pelas torcidas Galoucura, do Clube Atlético Mineiro, e Pavilhão Independente, do Cruzeiro Esporte Clube, uma contra a outra, não sabendo precisar quem iniciou o citado confronto", completou o árbitro.

Os dois clubes também podem ser denunciados pelo STJD por conta destes incidentes envolvendo as suas respectivas torcidas, correndo, assim, risco de perder alguns mandos de campo.