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Debate: Uma Catalunha independente seria melhor?

19/09/2014 18:15 -03 | Atualizado 26/01/2017 22:12 -02

Na Diada (Dia da Catalunha, 11 de setembro), os partidos políticos catalães e espanhóis se posicionam diante de uma celebração que este ano está condicionada pelo referendo sobre a soberania que o presidente da Generalitat (governo regional), Artur Mas, convocou para o próximo dia 9 de novembro.

Aproveitando a data, confrontamos as opiniões de dois políticos que representam posições completamente diferentes nesse debate. De um lado, Alfred Bosch, porta-voz no Congresso da Esquerda Republicana da Catalunha, cujo partido foi um dos maiores defensores da consulta, a ponto de se transformar em uma espécie de Grilo Falante do soberanismo cada vez que o presidente Mas quis adiar a consulta. E por outro Miquel Iceta, cujo Partido dos Socialistas da Catalunha (PSC) tenta encontrar seu espaço em um panorama político muito polarizado, mediante sua proposta de reforma constitucional que consolide a estrutura federal da Espanha.

Pedimos a eles que fizessem um pouco de ficção-política e nos dissessem se acreditam que a Catalunha seria melhor ou não como nação independente. É aí que parecem aflorar as visões e os anseios de cada um.

Por problemas técnicos, a última parte do texto de Alfred Bosch não aparece completo. Pedimos desculpas e reproduzimos abaixo o último parágrafo:

"Seremos comparáveis a aqueles países que foram parte do Reino da Espanha em antanho, como Portugal, Chile, Costa Rica e boa parte dos EUA; países que em algum momento pertenceram à Coroa Espanhola e que resolveram emancipar-se. Ninguém os perguntou se a sua vida melhoraria com a independência. Porque eles veem isso como um estado lógico que não requer justificativa. O que exige uma explicação, no caso, é a independência. E a isso, explica-se muito mal."

ETC: