NOTÍCIAS
17/09/2014 11:42 -03 | Atualizado 26/01/2017 22:12 -02

ONU, OMS e governo dos EUA vão discutir plano de ação para conter a epidemia de Ebola; surto está fora de controle

John Moore / Getty Images

O secretário-geral da ONU (Organização das Nações Unidas), Ban Ki-moon, vai lançar nesta quinta (19), em Nova York, uma coalizão de resposta global ao Ebola.

Segundo ele, a epidemia já ultrapassou as questões de saúde, e pode afetar a estabilidade política da região.

Um plano de ação para conter a epidemia vai ser discutido entre a ONU, a Organização Mundial da Saúde (OMS), e o governo dos EUA.

LEIA TAMBÉM:

- Assista: Paciente contaminado com ebola causa pânico em feira na Libéria

- Um campo de futebol será o centro de do combate ao Ebola na Libéria

A OMS anunciou um dado preocupante: o número de casos de ebola podem começar a dobrar a cada três semanas na África Ocidental.

A entidade também disse que o custo para evitar que o surto se torne “uma catástrofe humana” será de US$ 1 bilhão de dólares.

O pedido de ajuda financeira da Organização subiu dez vezes em um mês.

Bruce Aylward, diretor-geral-assistente da OMS disse, em entrevista coletiva nesta terça-feira (16), que a situação é sem precedentes nos tempos modernos. "Não sabemos para onde os números estão indo."

O surto já matou 2.461 pessoas, metade dos 4.985 infectados pelo vírus.

Ajuda Internacional

Ainda nesta terça, os EUA anunciaram que vão enviar 3.000 soldados para controlar o surto na região, especialmente na Libéria, onde a epidemia tem se alastrado mais rapidamente. Os soldados não vão lidar diretamente com os doentes.

A OMS não divulga nenhuma estimativa de casos ou mortes pela doença no país desde 5 de setembro, e a diretora-geral da organização, Margaret Chan, disse que não há um único leito disponível para pacientes com Ebola no país.

Segundo o presidente do país, Barack Obama, há planos para construir 17 centros de tratamento, viabilizar o treinamento de milhares de trabalhadores e estabelecer um centro militar de controle para a coordenação da operação.

Além dos EUA, a China e Cuba anunciaram o envio de equipes para Serra Leoa.

Cuba contribuirá com 165 pessoas, enquanto a China mandará um laboratório móvel e 59 pessoas para acelerar os testes de detecção da doença. O país já tem 115 pessoas e financia um hospital lá.

Com informações da Reuters