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15/09/2014 16:09 -03 | Atualizado 26/01/2017 22:12 -02

Uniforme de equipe de ciclismo colombiana "simula" nudez e gera revolta nas redes sociais

Reprodução / Twitter

Disputando a Volta da Toscana e preparando-se para representar a Colômbia no Mundial de Ciclismo de Estrada, que será realizada em Ponferrada, na Espanha, entre os dias 20 e 28 de setembro, a equipe feminina de ciclismo IDRD-Bogota Humana-San Mateo-Solgar tem chamado a atenção da imprensa internacional e o motivo não é seu desempenho na competição.

Utilizando um uniforme com uma faixa de cor bege que vai do começo das coxas até o umbigo - que confunde-se com a cor da pele das atletas -, as colombianas têm despertado sentimentos que vão da zombaria à revolta, sobretudo nas redes sociais, terreno fértil para o surgimento de discussões do tipo. O principal argumento utilizado contra o uniforme se dá por conta do traje fazer com que as atletas aparentem estar nuas na região das “partes íntimas”.

A polêmica fez com que até o presidente da União Ciclística Internacional (UCI), o britânico Brian Cookson, se pronunciar a respeito. “Para os muitos que levantaram a questão sobre o uniforme de umas certas mulheres: estamos no caso. É inaceitável, por qualquer padrão de decência”, afirmou o dirigente máximo do ciclismo, pelo Twitter.

Em defesa da equipe, Carlos Orlando Ferreira Pinzón, presidente da Liga de Ciclismo de Bogotá afirmou que o uniforme foi criado há nove meses e desenhado, inclusive, por uma das atletas da equipe, a ciclista Angie Tatiana Rojas, tendo sido aprovado pelas outras integrantes da equipe. Para Pinzón, o uniforme foi criado "sem malícia" e que a polêmica criada em torno do traje se deu por conta de "um efeito visual que não se vê em outras imagens, e muito menos, no uniforme real".

O diretor do IDRD (Instituto Distrital de Recreación y Deporte), Aldo Cadena, por sua vez, afirmou não achar o uniforme "adequado para este tipo de competição", mas frisou que, "como patrocinadores, não fomos consultados nem aprovamos o desenho do uniforme”. Cadena completou que o design da roupa, ao invés de gerar interesse "gerou piadas nas redes sociais”.

Confira o comunicado oficial da da Liga de Ciclismo de Bogotá, sobre o caso:

A Liga de Ciclismo de Bogotá lamenta a controvérsia gerada pelo uniforma de ciclismo das mulheres que participam do Giro da Toscana, na Itália.

Mais ainda, lamenta a falta de respeito e as zombarias a que foram expostas nossas atletas colombianas na imprensa internacional. Já se passaram nove meses desde que nossas ciclistas competem com este uniforme e só agora a vestimenta é motivo de chacota, produto de quem tão só pode fazer isto, um meio de comunicação ou uma pessoa sensacionalista.

Este uniforme foi desenhado sem malícia, sem intenção alguma de insinuar, muito menos utilizar a mulher para promovê-la ou para que ela seja instrumento para vender produtos dos patrocinadores desta equipe.

O uniforme foi desenhado por uma das integrantes da equipe, a atleta Angie Tatiana Rojas. Além disso, foi avalizado por suas companheiras, patrocinadores e pelo IDRD.

Na fotografia que aparece nos meios de comunicação e que causou esta polêmica, há um efeito visual que não se vê em outras imagens, e muito menos, no uniforme real, que leva uma cor ocre.

A controvérsia, neste caso, se deu simplesmente, ao que parecem por conta dos efeitos da luz na fotografia.

Não é justo, então, com estas atletas e com seus esforços esportivios, e tampouco é justo que os colombianos defendam uma visão de uma imprensa ‘marrom’ que busca busca em um pedaço de pano algo que nunca quis se insinuar.

Carlos Orlando Ferreira Pinzón, Presidente da Liga de Ciclismo de Bogotá