NOTÍCIAS
14/09/2014 01:50 -03 | Atualizado 26/01/2017 22:12 -02

Estado Islâmico posta vídeo com suposta decapitação do britânico David Haines; premiê do Reino Unido diz que vai caçar assassinos

Reprodução/Youtube

O Estado Islâmico postou um vídeo na Internet com o objetivo de mostrar que decapitou o trabalhador humanitário britânico David Haines, desaparecido na Síria desde o ano passado.

O vídeo foi publicado horas depois de a família de Haines divulgar um apelo público neste sábado (13) pedindo que os sequestrados fizessem contato.

Partes do vídeo mostram Haines sendo preso no deserto por um homem mascarado. O gabinete de Relações Exteriores britânico confirmou neste domingo (14) a autenticidade da gravação.

Recentemente, os militantes do Estado Islâmico decapitaram dois jornalistas norte-americanos e postaram vídeos que mostravam as decapitações na Internet. No fim do vídeo da morte do jornalista Steven Sotloff, eles ameaçaram matar Haines e mostraram rapidamente imagens do trabalhador na câmera.

Haines, de 44 anos, foi sequestrado na Síria em 2013, enquanto trabalhava para uma agência de ajuda humanitária. O governo britânico tentou manter o sequestro em segredo por preocupação com a segurança de Haines até o vídeo divulgado pelos militantes identificá-lo como um dos capturados.

LEIA MAIS:

- Presidente Barack Obama anuncia ataques aéreos ao Estado Islâmico na Síria

- Mãe de jornalista americano decapitado no Oriente Médio pede que sequestradores poupem os outros reféns

'Ato de pura maldade'

O primeiro-ministro do Reino Unido, David Cameron disse pelo Twitter que a morte do funcionário britânico de uma agência humanitária é um ato de pura maldade.

A declaração de Cameron foi postada após o ISIS divulgar o vídeo mostrando a suposta execução.

"O assassinato de David Haines é um ato de pura maldade. Meu coração está com a família dele, que mostrou coragem e força extraordinárias"

"Nós faremos tudo que estiver em nosso poder para caçar esses assassinos e assegurar que eles enfrentem justiça, não importa quanto tempo seja necessário"

O governo britânico confirmou publicamente o vídeo neste domingo, mas a declaração do primeiro-ministro já indicava que ele acreditara na sua autenticidade.

(Com informações de Associated Press, Al Jazeera e Dow Jones Newswires)