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12/09/2014 13:40 -03 | Atualizado 26/01/2017 22:03 -02

'Se tivesse sabido qualquer coisa a respeito do Paulo Roberto Costa, ele teria sido demitido e investigado', afirmou Dilma

ANDRÉ DUSEK/ESTADÃO CONTEÚDO

A candidata à reeleição Dilma Roussef (PT) afirmou hoje (12), em sabatina do jornal O Globo, que demitiu Paulo Roberto Costa por falta de afinidade. “Eu o tirei com 1 ano e 4 meses. Primeiro, eu não sabia o que ele estava fazendo. Ele não era uma pessoa da minha confiança. Não é nem confiança. Não tinha afinidade”, declarou.

O ex-diretor foi preso pela Polícia Federal (PF) e é suspeito de envolvimento em esquema de corrupção na Petrobras. Dilma voltou a dizer que não sabia das denúncias contra Paulo Roberto.

"Eu acho que se tivesse sabido de qualquer coisa a respeito do Paulo Roberto, ele teria sido demitido e investigado”, afirmou.

A presidente manteve o discurso de que seu governo investiga as denúncias ‘a fundo’. Para ela, a corrupção não aumentou, apenas as investigação das denúncias estão sendo feitas em maior número, na comparação com governos anteriores.

"Agora investigamos, porque demos autonomia à PF para fazer e escolhemos na lista do MP aqueles que eles apresentaram, e não um engavetador de ocasião. No Brasil só se punia o corrupto, e não se punia o corruptor", completou.

Ela disse ainda que em todos os partidos há gente corrupta. Segundo a presidente, há pessoas que se equivocaram dentro do PT, mas o partido não deve ser "apedrejado".

Sobre a campanha petista contra Marina Silva (PSB), Dilma afirmou que não está atacando nenhum adversário "pessoalmente", apenas abordando fatos.

"Tudo que discuto com os meus adversários é sobre o que fizeram e falaram. É muito perigosa a vitimização. Não estou atacando ninguém pessoalmente. Acho ela bem intencionada. Eu disse que ela estava sendo financiada por banqueiros, eu disse fatos", defendeu.

Causa LGBT

Quando o assunto é criminalização da homofobia, a presidente ressaltou seu compromisso com a pauta sem colocar no papel qualquer promessa.

“Meu projeto tem vários artigos. Não estou aprovando projeto, estou aprovando diretriz. O governo é favorável a todas as que punem a homofobia", afirmou.

Já em relação ao casamento gay, Dilma evitou revelar sua opinião pessoal e apenas citou decisões dos órgãos da Justiça.

"Supremo aprovou casamento civil entre pessoas do mesmo sexo e reconheceu todos os direitos do casamento entre elas. Não temos condição de impor obrigatoriedade do casamento religioso. Casa quem quiser. O Estado, como é laico, tem obrigação de reconhecer direito de herança. Isso é uma discussão que foi resolvida no maior nível possível, pelo Supremo. Discutir se tem direito ou não é um absurdo", disse.

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(Com informações do G1)