MUNDO
11/09/2014 18:46 -03 | Atualizado 26/01/2017 22:03 -02

Catalães protestam pela independência

Albert Gea / Reuters

Separatistas catalães se reuniram às dezenas de milhares nas ruas de Barcelona nesta quinta-feira (11), Dia Nacional da Catalunha, hasteando bandeiras, para pedirem a realização de um plebiscito sobre a independência que o governo insiste ser ilegal.

Muitos portavam camisetas nas cores amarelo e vermelho com a frase "agora é a hora" e gritavam "independência!" em catalão enquanto se aglomeravam em duas avenidas que, olhadas de cima, parecem formar um "V", simbolizando sua vontade de votar. O movimento foi impulsionado pelo futuro referendo de independência escocês.

Imagens transmitidas pelas redes de televisão do país mostravam grupos de ao menos centenas de milhares de pessoas participando do protesto. Segundo a polícia de Barcelona, 1,8 milhão de pessoas estavam na manifestação, o que faria da manifestação a mais massiva da história da Europa, mas o gabinete regional do Ministério do Interior da Espanha na Catalunha insiste que o número não passa dos 525 mil.

O líder regional catalão, Artur Mas, afirmou que seu governo não está hesitante em seus planos para a realização de um plebiscito no dia 9 de novembro na região, que hoje tem 7,6 milhões de habitantes, mesmo com especialistas dizendo que qualquer tentativa de independência será com certeza barrada pela Corte Constitucional da Espanha. Mas tem insistido que não vai organizar uma votação ilegal.

Pesquisas sugerem que a votação sobre a independência da Escócia no dia 18 de setembro está quase empatada e isso cativou uma variedade ampla de grupos além dos separatistas catalães. Eles incluem os bascos pró-independência no norte da Espanha, os corsos que querem sua separação da França, os italianos de diversas regiões no norte, e os flamengos Bélgica.

Diferentemente do caso escocês, um referendo na Catalunha não resultaria automaticamente na cisão com a Espanha. O plebiscito proposto por Mas perguntaria aos catalães se eles são a favor da secessão. Se a resposta for sim, Mas afirma, isso daria a ele uma margem política para negociar um caminho em direção à independência.

(Fontes: Associated Press e Dow Jones Newswires)