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10/09/2014 11:14 -03 | Atualizado 26/01/2017 22:02 -02

Ativistas raspam a cabeça em protesto contra decisão de Pequim em interferir nas eleições de Hong Kong (VÍDEO)

Vincent Yu / AP Photo

Ativistas pró-democracia em Hong Kong rasparam a cabeça em protesto contra a decisão de Pequim em interferir nas próximas eleições do território, marcadas para 2017.

Quarenta pessoas, incluindo os fundadores do movimento Occupy Central participaram do ato – que remete à semelhança entre as palavras “lei” e “cabelo” em mandarim.

Houve confusão quando partidários da decisão de Pequim chegaram ao local. Segundo a agência de notícia Reuters, uma pessoa foi ao hospital após a briga, e pelo menos uma foi presa.

“Estamos determinados a mostrar que nós podemos abrir mão de alguma coisa para lutar por algo mais importante”, disse Benny Tai, um dos fundadores do Occupy que participou do ato.

O protesto desta terça (9) sucede o anúncio feito por grupos de estudantes que declaram que pretendem boicotar as aulas por uma semana a partir do dia 22.

O Occupy também pretende lançar uma campanha de desobediência civil em outubro. A possível data para o protesto coincide com o feriado do Dia Nacional da China, quando milhares de chineses vão a Hong Kong para fazer compras e visitar o local.

O Comitê Permanente do Congresso Nacional Popular (CNP) da China rejeitou as demandas democráticas do direito de escolher livremente o próximo líder de Hong Kong em 2017. A medida, anunciada dia 31 de agosto, levou milhares de manifestantes às ruas.

Os ativistas querem o sufrágio universal, mas os líderes do Partido Comunista dizem que qualquer candidato a dirigente do território tem primeiramente que ser aprovado por um painel, provavelmente repleto de políticos leais a Pequim.

Hong Kong retornou ao controle chinês em 1997 após 150 anos de controle britânico, com autonomia e liberdades não desfrutadas na China continental. Pequim, na época, concordou em governar Hong Kong a partir da máxima "um país, dois sistemas".