COMPORTAMENTO
09/09/2014 17:41 -03 | Atualizado 26/01/2017 22:02 -02

Só metade das mulheres sabe localizar a vagina em uma ilustração médica (PESQUISA)

Reprodução/Youtube.com

Dá para acreditar?

Metade das mulheres com idade entre 26 e 35 anos, ao olhar uma ilustração médica do aparelho reprodutor feminino, não consegue identificar onde fica a vagina.

Quem diz é uma pesquisa realizada recentemente pela The Eve Appeal, organização beneficente de combate ao câncer feminino, na Inglaterra.

A pesquisa, que faz parte do Mês de Consciência sobre o Câncer Ginecológico, divulgada pelo jornal The Independent, também mostrou que menos de um quarto das mulheres na mesma faixa etária dizem estar bem informada sobre doenças ginecológicas.

Mesmo assim, segundo a instituição, cerca de 55 mulheres são diagnosticadas com algum tipo de câncer ginecológico por dia na Inglaterra.

vagina

Dados que preocupam no mundo todo

A organização afirma que apenas uma em cada cinco mulheres entre 16 e 25 anos ouvidas no estudo conseguiu citar algum sintoma dos cinco tipos de câncer ginecológico, que afetam útero, ovários, vagina e vulva.

A pesquisa também mostrou que 40 % dessas jovens têm dificuldade em falar de seus órgãos sexuais, aos quais se referem usando apelidos como “partes femininas” ou “partes de mulher”, enquanto 65% declararam ter problemas em falar palavras como "vagina" ou "vulva".

Já uma em cada 10, na faixa que vai dos 16 aos 35 anos, disse achar “muito difícil” falar sobre problemas de saúde com o ginecologista e quase um terço admitiu não ir regularmente a um médico especialista por constrangimento.

Para ilustrar a pesquisa, o jornal The Independent fez um teste para você descobrir se sabe onde fica a sua vagina. Faça aqui!

A blogueira Victoria Richards, do jornal The Independent, escreveu um texto intitulado "Por que temos tanto medo de vaginas?", e questiona se as mulheres estão, mesmo, estimulando as mulheres jovens a conhecer o próprio corpo. Segundo ela, é preciso parar de ter vergonha do próprio corpo e começar a falar sobre elas.

"Palavras realmemente não importam, é claro. Você pode usar o nome que você quiser. Mas fazê-lo sem vergonha e sem constrangimento, e acima de tudo, com uma explicação clara e franca. Pode até salvar vidas!", ela escreveu.

Para inspirar e "perder" a vergonha de conhecer o próprio corpo:

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