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08/09/2014 20:59 -03 | Atualizado 26/01/2017 22:02 -02

Marina Silva cobra plano de governo de Dilma e Aécio e diz que homofobia 'não deve ser tolerada pela Justiça'

VANESSA CARVALHO/BRAZIL PHOTO PRESS/ESTADÃO CONTE

A candidata à Presidência pelo PSB, Marina Silva, engrossou o tom com os adversários em sabatina no Jornal da Record nesta segunda-feira (8). A pessebista, que virou alvo preferencial da propaganda na TV da presidente Dilma Rousseff (PT) e de Aécio Neves (PSDB), criticou a falta de programa de governo de ambos.

"O eleitor não deve confiar em quem não tem plano de governo e utiliza o programa do outro para fazer processo de desqualificação", disparou, ao ser questionada sobre os erros no programa de governo dela, sobre casamento gay e energia.

Na semana passada, o senador mineiro acusou Marina de plagiar o Programa Nacional de Direitos Humanos, lançado pelo ex-presidente Fernando Henrique Cardoso em 2002.

Marina disse que espera os programas de Aécio e de Dilma. "Gostaria de ver o que a presidente Dilma vai fazer em relação às creches que ela prometeu em 2010. Prometeu a construção de seis mil creches e entregou apenas quatrocentas", provocou, acrescentando que quer saber como a presidente vai conseguir controlar a inflação no País.

Sobre as denúncias de escândalo na Petrobras publicadas pela revista Veja no fim de semana, Marina ponderou a referência ao nome de seu ex-companheiro de chapa Eduardo Campos, mencionado pelo ex-diretor Paulo Roberto Costa, delator do esquema de corrupção.

"É uma citação; não há nenhum fato determinado a ele [Campos] na matéria; é um processo que está em investigação", defendeu Marina. Por outro lado, ressaltou que a Petrobras enfrenta um péssimo momento desde o início da gestão de Dilma.

"No atual governo, a Petrobras, que era respeitada e valorizada, está quatro vezes mais endividada, com patrimônio equivalente à apenas metade de quando assumiu a presidente Dilma", criticou, destacando a controversa compra da refinaria Pasadena, do Texas (EUA).

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Marina também se queixou da política econômica do governo Dilma, que acarretou juros altos, crescimento baixo e inflação acima do teto da meta. No entanto, desconversou ao ser questionada se vai aumentar preço de gasolina e conta de luz, caso seja eleita – como forma de fazer ajustes na economia nacional.

Em relação à governabilidade em um eventual governo, Marina disse acreditar que terá uma base de sustentação no Congresso Nacional com "os melhores de todos os partidos", com políticos que hoje estão , segundo ela, "no banco de reservas".

"Será uma governabilidade programática e não pragmática, como a do atual governo, que tem maioria artificial; a cada projeto que o governo quer aprovar, é um Deus nos acusa, com muita gente chantageando o governo", afirmou.

Sobre a crimininalização da homofobia, Marina disse que "não devemos aceitar que seja tolerada". "Se for praticado como discriminação da pessoa por sua orientação pessoal (sic), [a violência] não deve ser tolerada pela Justiça."