COMPORTAMENTO
08/09/2014 15:07 -03 | Atualizado 26/01/2017 21:52 -02

5 dicas para não ser enganado pelo mecânico

Seattle Municipal Archives/Flickr
<a href="http://clerk.ci.seattle.wa.us/~scripts/nph-brs.exe?s1=60988&amp;S2=&amp;S3=&amp;l=20&amp;Sect7=THUMBON&amp;Sect6=HITOFF&amp;Sect5=PHOT1&amp;Sect4=AND&amp;Sect3=PLURON&amp;d=PHO3&amp;p=1&amp;u=/~public/phot1.htm&amp;r=1&amp;f=G" rel="nofollow">Item 60988</a>, Engineering Department Photographic Negatives (Record Series 2613-07), <a href="http://www.seattle.gov/CityArchives/" rel="nofollow">Seattle Municipal Archives</a>.

Gracielle Galvão, publicitária de 26 anos, estava na avenida Arquimedes Pereira Lima, em Cuiabá (MT), quando seu C3 parou de funcionar. Era um carro usado, mas recém comprado – não tinha por que deixá-la na mão naquele momento. Ela chamou um mecânico desconhecido, indicado por um colega de trabalho.

“Ele disse que precisava trocar duas peças; caso contrário, o carro poderia explodir”, lembra. “Disse que a bomba de combustível estava solta.”

Não é todo dia que vemos um carro explodir. Desconfiando da história, Gracielle ligou para o pai. Queria saber se era possível o cenário descrito pelo mecânico. Foi então que o pai mandou ao local seu mecânico de confiança, que constatou: o problema era, na verdade, a bateria.

Histórias como a de Gracielle são comuns. Atrevo-me a dizer que todo mundo que tem carro e precisou de um mecânico já passou por algum “profissional” que, em algum momento, tentou ludibriá-lo. Aparentemente, mecânico enganador é tão antigo quanto o advento do carro. Por isso, o Brasil Post conversou com profissionais de confiança e aficionados por carros para saber como escapar dos charlatães.

1. Tenha um mecânico de confiança

A primeira coisa é ter um mecânico de confiança. É ele quem dirá exatamente o que seu carro precisa – independentemente de você optar pela autorizada ou pela oficina para consertar o que for necessário. Mas entre tantos que tentam enganar o cliente, como encontrar um profissional que não passará a perna? Para Rodrigo Cambiaghi, gerente de projetos de 28 anos e apaixonado por carros, testar a competência e idoneidade do mecânico é fundamental.

“Chego em um mecânico e pergunto qual é o problema do meu carro já sabendo a resposta”, diz. “Pergunto se o óleo está bom e não aviso que o troquei 15 dias antes. Faço a mesma coisa com limpeza de bicos injetores e correia dentada.”

Se o mecânico for honesto, dirá a resposta que você já sabe, o que nem sempre acontece. Rodrigo conta que, certa vez, o carro começou a fazer um barulho na hora de esterçar. Sabia que precisava repor o óleo da direção hidráulica e só. “O mecânico me disse que era problema na barra”, conta. “Geralmente, mecânico picareta toca o maior terror dizendo que, se você não consertar agora, o carro vai explodir ou vai fundir o motor.” Quando foi em outro profissional, ele simplesmente completou o óleo da direção hidráulica. “E não cobrou nada.”

A ideia em ter um mecânico de confiança é para que ele pontue exatamente o que é preciso fazer no carro e faça um orçamento razoável. A partir disso, você pode ir em uma autorizada ou numa oficina.

2. Na autorizada, atenha-se ao plano de revisão

Alguns anos atrás, havia bastante desconfiança em relação às autorizadas, sobretudo em relação ao valor cobrado pelos serviços. Assim, bastava o carro sair da garantia para que os proprietários migrassem para uma oficina independente. Um levantamento do Grupo Interprofissional Automotivo (Gipa) de 2009 revelou que 64% dos donos de veículos abandonavam a autorizada depois de um ano.

Entretanto, muitas marcas têm adotado uma política de preços fixos de revisões – inclusive, hoje em dia, as tabelas de valores podem ser encontradas nos sites da maioria das montadoras.

A autorizada é uma opção viável – mas nem sempre confiável. É comum o funcionário tentar empurrar pastilhas de freio e embreagem quando o carro está em determinada quilometragem, mas fora do prazo especificado no manual. “Não caia nessa”, diz Gustavo Henrique Ruffo no site da Quatro Rodas. “Esses componentes fazem parte da manutenção preditiva do veículo, meio-termo entre a preventiva e a corretiva”, e deve ser trocada apenas “quando a peça já apresentou um desgaste que reduziu sua eficiência num nível acima do aceitável.”

Jorge von Simson, proprietário da Auto Vila, mecânica que existe há 17 anos a atende aproximadamente 150 veículos por mês, afirma: nesses lugares, o melhor é se ater ao plano de revisão previsto no manual do proprietário, onde está descrito o que deve ser trocado e em que período. “E fugir de cristalização e outros serviços que apenas encarecem o orçamento.”

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3. Na oficina independente, saiba exatamente o que precisa ser feito

É uma loucura ir a uma oficina desconhecida sem saber o problema exato do seu carro. E é aqui que retomamos a figura do mecânico de confiança. Ele é capaz de apontar o que precisa de reparos e dar valores corretos de peças e mão de obra.

Outra dica importante é: em caso de troca de peças, solicite a peça antiga. “Muitas vezes o mecânico não troca a peça, mas cobra como se a tivesse trocado”, diz Jorge. Por isso, peça o que foi removido do seu veículo. (Inclusive para que o mecânico não a reutilize em outros veículos como se fossem novas.)

4. Fuja de oficinas 24 horas

Está no meio da rua, de madrugada, e o carro morreu? Chame um guincho – geralmente, os seguros têm este tipo de serviço – e leve o carro até sua casa. No dia seguinte, procure o mecânico de confiança.

É uma dica óbvia, até: no momento de desespero, você confia em qualquer um que se diga “profissional” e está sujeito a ser passado para trás. “Hoje em dia, carro está complicado demais para ser consertado no meio da rua”, lembra Jorge. De fato, a constituição dos carros de hoje em dia não permitem “assoprar a vela e ver se pega”, como era com o Fusca 1975 da minha mãe.

5. Escolha uma oficina decente – de preferência, com bandeira de um fabricante

Os funcionários da oficina são treinados? O lugar é organizado? Quando você chega a oficina, que visão você tem? Essas questões são importantes, pois mostram o tipo de serviço que você vai receber.