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06/09/2014 12:41 -03 | Atualizado 26/01/2017 22:02 -02

Renan Calheiros, Henrique Eduardo Alves, Edison Lobão, senadores e governadores teriam recebido propina da Petrobras, diz Paulo Roberto Costa

AFP via Getty Images
Brazilian senator Renan Calheiros talks before the Federal Senate at the National Congress after being re-elected as president of the chamber, in Brasilia, on February 1, 2013. Calheiros had to resign to the senate presidency in 2007 to avoid being impeached due to several accusations of corruption. AFP PHOTO/PEDRO LADEIRA (Photo credit should read PEDRO LADEIRA/AFP/Getty Images)

Preso em março pela Polícia Federal, sob a acusação de participar de um mega esquema de lavagem de dinheiro comandado pelo doleiro Alberto Youssef, o ex-diretor de Abastecimento e Refino da Petrobras Paulo Roberto Costa aceitou recentemente os termos de um acordo de delação premiada – e começou a falar.

No prédio da PF em Curitiba, ele vem sendo interrogado por delegados e procuradores. Os depoimentos são registrados em vídeo — na metade da semana passada, já havia pelo menos 42 horas de gravação. Paulo Roberto acusa uma verdadeira constelação de participar do esquema de corrupção.

Entre eles estão:

- o presidente da Câmara, Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN);

- o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL);

- o ministro de Minas e Energia, Edison Lobão (PMDB-MA);

- o senador Ciro Nogueira (PP-PI), presidente nacional do partido;

- o senador Romero Jucá (PMDB-RR), o eterno líder de qualquer governo;

- o deputado federal Cândido Vaccarezza (PT-SP);

- o deputado federal João Pizzolatti (PP-SC), um dos mais ativos integrantes da bancada do PP na casa;

- o ex-ministro das Cidades e ex-deputado Mario Negromonte (PP).

Da lista de três “governadores” citados pelo ex-diretor, todos os políticos são de estados onde a Petrobras tem grandes projetos em curso:

- Sérgio Cabral (PMDB), ex-governador do Rio;

- Roseana Sarney (PMDB), atual governadora do Maranhão;

- Eduardo Campos (PSB), ex-governador de Pernambuco e ex-candidato à Presidência da República morto no mês passado em um acidente aéreo.

Paulo Roberto também esmiúça a lógica que predominava na assinatura dos contratos bilionários da Petrobras – admitindo, pela primeira vez, que as empreiteiras contratadas pela companhia tinham, obrigatoriamente, que contribuir para um caixa paralelo cujo destino final eram partidos e políticos de diferentes partidos da base aliada do governo.

Sobre o PT, ele afirmou que o operador encarregado de fazer a ponte com o esquema era o tesoureiro nacional do partido, João Vaccari Neto, cujo nome já havia aparecido nas investigações como personagem de negócios suspeitos do doleiro Alberto Youssef.

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