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05/09/2014 10:12 -03 | Atualizado 26/01/2017 22:02 -02

Ativista afegã protesta pela maior representatividade feminina na cúpula da Otan

Matt Cardy / Getty Images

A ativista pelos direitos humanos das mulheres afegãs Samira Hamidi viajou mais de 7.000 km desde Cabul, sua cidade natal, até o País de Gales, para dar um recado na reunião da Cúpula da Otan.

Vestindo roupas tradicionais afegãs e segurando um cartaz que dizia “Otan: Fale comigo, não sobre mim”, Hamidi protestou contra o fato de que a situação no Afeganistão está na pauta do encontro, mas nenhuma representação feminina do país será incluída nas conversas.

Durante seu manifesto, ela estava cercada por homens vestindo ternos e chapéus, simbolizando os representantes dos países que participam do encontro.

Junto com membros da Anistia Internacional e do grupo No Women No Peace, ela disse que teme que, com a saída das tropas internacionais do Afeganistão no final do ano, a situação possa piorar.

“O futuro do Afeganistão está na agenda da Otan. Isso terá implicações significativas para milhões de mulheres afegãs. Entretanto, quando a segurança do país for discutida, as vozes das mulheres afegãs estarão ausentes”, disse ao Wales Online.

Segundo a publicação, apenas uma em cada 40 assinaturas em acordos globais firmados nos últimos 30 anos são de mulheres.