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04/09/2014 20:56 -03 | Atualizado 26/01/2017 22:02 -02

Paleontólogos descobrem dinossauro gigante na Patagônia Argentina

Algumas espécies de dinossauros eram muito, mais muito maiores do que qualquer coisa que viva hoje na terra.

Nesta quinta (4), uma equipe de paleontólogos apresentou uma nova descoberta de 77 milhões de anos.

Conheça Dreadnoughtus schrani, um colosso de 65 toneladas -- o equivalente a uma manada de doze elefantes africanos -- e 26 metros de comprimento -- o mesmo de uma baleia azul.

dreadnoughtus

E aí, Dread? Beleza?

Dreadnoughtus, cujo nome foi dado em homenagem a um encouraçado da Primeira Guerra Mundial, é argentino. Aliás, os maiores dinossauros que já existiram no planeta moravam na Patagônia, ao contrário do que se possa imaginar.

É o caso do Puertassauro e do Argentinossauro, dois grandes titanossaurídeos cujo peso, calcula-se, podia chegar a 90 toneladas.

De acordo com o estudo, publicado na revista Nature, o conjunto de fósseis é o mais completo já descoberto para um dinossauro desse porte. Cerca de 45% dos ossos estavam intactos -- incluindo um fêmur de 1,80m. Praticamente todo o corpo foi encontrado: faltou apenas o conjunto da cabeça.

Geralmente, não sobram muito mais do que poucos ossos de titanossaurídeos como Dread. Por isso, é difícil medir com precisão o tamanho de monstrengos como o Argentinossauro (que alguns defendem que seja o maior do mundo).

lacovara

Lacovada em seu laboratório ao lado das vértebras do dinossauro

Por isso, Dread é "o maior dinossauro terrestre ao qual podemos, com certeza, atribuir números confiáveis", como disse o Dr. Kenneth Lacovara, chege da pesquisa, ao New York Times.

Além disso, a composição óssea de Dread indica que ele ainda era um adolescente em fase de crescimento quando morreu.

Bem, se Dread era o maior dinossauro do mundo, como ele morreu tão cedo? Como sugere o jornal Guardian, ele estava no lugar errado, na hora errada. A região onde ele vivia, uma floresta de coníferas perto de Santa Cruz, na Argentina, era entrecortada por rios facilmente inundáveis.

Devido às características do solo, as várzeas do rio se tornavam como areia movediça durante cheias repentinas, dragando quem quer que estivesse ali.

"Logo depois que esse indivíduo morreu, ele foi enterrado muito profunda e rapidamente nessa 'areia-movediça'. Por isso os ossos estão tão preservados", disse Lacorvada ao jornal inglês.

O esqueleto, que foi descoberto em 2005, demorou mais de quatro anos para ser totalmente escavado, e viajou de navio para a Filadélfia, onde está empresato para pesquisas. No ano que vem, ele deve voltar para casa.