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28/08/2014 17:57 -03 | Atualizado 26/01/2017 22:02 -02

Sem pagode na Cohab: Netinho de Paula tem candidatura indeferida pelo TRE-SP; Soninha Francine desabafa

Montagem/Estadão Conteúdo

Candidato a deputado federal pelo PCdoB, Netinho de Paula teve a sua candidatura indeferida pelo Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo (TRE-SP). O motivo, segundo os juízes que analisaram o assunto, é que o candidato não apresentou qualquer prova de prova de desincompatibilização para disputar as eleições de outubro.

“O candidato informou no pedido de registro que ocupa cargo ou função na administração pública. Nesses casos, a legislação exige a comprovação do afastamento do respectivo órgão”, informou o TRE-SP em sua decisão. Cabe recurso à decisão. A reportagem do Brasil Post entrou em contato com o comitê da campanha de Netinho, que informou que “seus advogados recorrem contra a decisão e reapresentam os documentos à Justiça Eleitoral”.

O vereador do PCdoB, que também foi vocalista do grupo de pagode Negritude Jr., esteve à frente da Secretaria da Promoção da Igualdade Racial do prefeito Fernando Haddad até o fim de março, quando deixou o posto para poder concorrer às eleições. O jornal O Estado de S. Paulo noticiou o assunto na ocasião.

Ou seja, o conhecido “pagode na Cohab”, trecho de uma das músicas mais famosas de Netinho em seus tempos de cantor em tempo integral, está suspenso por enquanto.

Soninha Francine faz desabafo no Facebook

Outra figura conhecida a ter a sua candidatura indeferida para um posto na Câmara dos Deputados foi Soninha Francine (PPS). De acordo com a decisão do TRE-SP, ela foi enquadrada na Lei Ficha Limpa por ter sido diretora técnica da Superintendência do Trabalho Artesanal nas Comunidades (Sutaco), em 2011, órgão que teve as contas relativas ao mesmo ano rejeitadas pelo Tribunal de Contas do Estado de São Paulo (TCE-SP).

Revoltada, Soninha contou a sua versão dos fatos em um longo post na sua página no Facebook. Ela se disse “injustiçada” e afirmou que acredita na reversão da situação junto ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), corte que julgará o recurso impetrado por seu advogado, Alexandre Bissoli.