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27/08/2014 12:46 -03 | Atualizado 26/01/2017 21:54 -02

Eleições 2014: Em pesquisa CNT/MDA, Dilma tem 34,2%; Marina, 28,2%; e Aécio, 16%

Agência Estado

A pesquisa MDA, divulgada na manhã desta quarta-feira, 27, pela Confederação Nacional do Transporte (CNT), apontou que a candidata do PSB à Presidência, Marina Silva, está em segundo turno na corrida ao Palácio do Planalto. A presidente Dilma Rousseff está em primeiro lugar, com 34,2%, e Marina, 28,2%. O candidato do PSDB, Aécio Neves, alcançou 16%.No confronto do segundo turno, Marina vence Dilma por 43,7% contra 37,8%. Numa disputa entre Dilma e Aécio, a presidente se reelege com 43% e o tucano, 33,3%. Numa disputa entre Marina e Aécio, a candidata do PSB registra 48,9% e Aécio, 25,2%.Foram entrevistadas 2.002 pessoas, em 137 municípios de 24 unidades da federação das cinco regiões, entre os dias 21 e 24 de agosto de 2014. A margem de erro é de 2,2 pontos porcentuais para mais ou para menos.O resultado é semelhante ao registrado na pesquisa Ibope, feita a pedido do Estado e da Rede Globo. Na sondagem, Marina abriu 10 pontos porcentuais no primeiro turno em relação ao terceiro colocado, o tucano Aécio Neves, 29% a 19%. No segundo turno, Marina bate a presidente Dilma Rousseff por 45% a 36%.

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Influência do horário eleitoral

A pesquisa MDA apontou que 61% dos entrevistados disseram não ter assistido ou ouvido o horário eleitoral gratuito e outros 39% disseram que acompanharam os programas. Entre aqueles que assistiram ou ouviram os programas, os entrevistados consideraram a presidente Dilma Rousseff, com 32,3%, a melhor candidata, seguida pela candidata do PSB, Marina Silva, com 19,4% e o candidato do PSDB, Aécio Neves, com 18,1%. A pesquisa registrou que, para 41,5% dos entrevistados, o impacto dos programas não influenciou na decisão do seu voto. Outros 40,5% disseram que as propagandas reforçaram a sua decisão de votar em um determinado candidato, 11,5% afirmaram terem ficado em dúvida sobre em quem votar e apenas 2,3% disseram que os programas mudaram sua decisão de voto.Apenas 12,2% disseram que pretendem acompanhar os programas todos os dias e a imensa maioria, 51,2%, afirmaram pretendem acompanhar de "vez em quando". Outros 35,6% afirmaram que não vão acompanhar por não terem interesse.Ao todo, 44,8% dos entrevistados disseram que o programa eleitoral na TV pode ter influencia na decisão de voto, 23,8%, as reportagens veiculadas na mídia.

Desejo de mudança

O levantamento apontou que 35,2% dos entrevistados afirmaram que, em relação ao próximo presidente, é a favor de mudar totalmente a forma atual de governar. Outros 34,7% disseram ser a favor da mudança da maioria das ações. Um contingente de 23,5% dos entrevistados disse ser a favor da manutenção da maioria das ações e apenas 5,6% defendem que se mantenha totalmente a forma atual de governar.Em relação ao grau de interesse na eleição para presidente da República deste ano, 28,9% disseram ter pouco interesse, outros 28,5% disseram ter interesse médio, 21,6% nenhum interesse e 20,7% muito interessado na disputa. Ao todo, 77,6% dos entrevistados disseram que não está satisfeito com o modo de se fazer política no Brasil e outros 19,1% está satisfeito. Não souberam ou não opinaram somam 3,3%.

Atualizado com mais informações às 13h40.