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27/08/2014 19:09 -03 | Atualizado 26/01/2017 21:54 -02

Cristina Kirchner apoia trocar a capital da Argentina de Buenos Aires para Santiago de Estero

JUAN MABROMATA via Getty Images
Argentine President Cristina Fernandez de Kirchner delivers a speech during a ceremony commemorating the 160th anniversary of the Buenos Aires Stock Exchange in Buenos Aires on August 20, 2014. AFP PHOTO / Juan Mabromata (Photo credit should read JUAN MABROMATA/AFP/Getty Images)

Você já ouviu falar em Santiago de Estero?

No que depender da presidente da Argentina, Cristina Kirchner, essa cidade de cerca de 360 mil habitantes a 1.150 quilômetros de Buenos Aires pode ser a nova capital do país.

Em um ato na cidade, ela disse que os argentinos devem “pensar e debater” a ideia de transferir a capital para Santiago ou para outra cidade mais ao centro do país.

A ideia foi lançada há alguns dias pelo presidente da Câmara dos Deputados, Julián Domínguez. Ele afirmou que a proposta deve ser discutida, mas que “primeiro, deve-se gerar consciência do que a transferência representa”.

Cerca de 3 milhões de argentinos vivem na Cidade Autônoma de Buenos Aires. Junto com os que vivem nos arredores da capital, são 15 milhões de pessoas, o que representa 33% da população total da Argentina em menos de 1% do território nacional.

Kirchner afirmou, em sua fala, que há uma necessidade de “redesenhar o país estrategicamente”.

De acordo com o jornal Clarín , defensores da ideia argumentam que Santiago del Estero tem saída fácil para o Oceano Pacífico e para o Oriente.

A mudança também possibilitaria estimular novos núcleos populacionais com a criação de corredores produtivos.

Cristina citou o ex-presidente da Argentina Raúl Alfonsín que, na década de 1980, propôs que a cidade litorânea de Viedma fosse proclamada a capital do país. A ideia de Alfonsín foi barrada no Senado.

Ela disse que na época, ela e seu marido Néstor Kirchner, apoiaram a possibilidade de descentralizar o país “firmemente”.

A ideia de Dominguéz - que deve sair candidato à presidência no ano que vem - seguida do apoio da presidente despertou uma enxurrada de críticas nas redes sociais.

Alguns usuários disseram que o governo tem questões mais importantes para se preocupar, em vez de trocar a capital de lugar. A Argentina vive um momento de alta inflação, baixa criação de empregos e bloqueio dos ativos do país no exterior, por causa de uma disputa com credores.

Outros, receberam a proposta com bom humor.

Será que a ideia de Cristina sai do papel?