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Governo da Venezuela anuncia controle biométrico para a compra de alimentos em mercados privados e públicos

21/08/2014 10:33 -03 | Atualizado 26/01/2017 21:52 -02
John Moore / Getty Images

Já imaginou ter que deixar sua impressão digital registrada para comprar um saco de farinha?

Se depender do governo da Venezuela, até o final do ano a medida se tornará realidade.

O presidente do país, Nicolas Maduro, ordenou nesta quarta-feira (20), a instalação de equipamentos biométricos em todas as lojas de alimentos do país, para racionar – ainda mais – as compras dos venezuelanos.

É a primeira vez que o governo de Maduro interfere nas redes privadas de supermercados do país, segundo a revista Veja.

Por causa da escassez de alimentos e de outros produtos básicos, o governo já vinha interferindo sistematicamente na rede pública desde o começo do ano.

Em sua conta no Twitter, o ministro do Poder Popular para a Alimentação, Hebert García Plaza, anunciou que o sistema está sendo testado.

O objetivo da medida é evitar que uma pessoa compre grandes quantidades de alimentos para revendê-los no mercado negro ou na Colômbia.

De acordo com o governo, a falta de produtos é causada pelo contrabando especialmente com a Colômbia, o que custaria ao país pelo menos 40% dos alimentos e medicamentos necessários para atender a demanda interna.

Do outro lado da fronteira, um quilo de farinha é vendido por um preço até seis vezes maior do que o praticado na Venezuela.

Segundo Maduro, o sistema biométrico será “um sistema perfeito”, similar ao já utilizado nas eleições.

A Venezuela vem sofrendo com uma alta inflação, quadro agravado pelo desabastecimento de produtos básicos, o que aumenta a pressão sobre o governo de Maduro, herdeiro político de Hugo Chávez.

Críticas

A decisão gerou críticas de usuários no Twitter. Alguns compararam a medida anunciada pelo governo ao sistema de racionamento cubano.