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20/08/2014 21:59 -03 | Atualizado 26/01/2017 21:52 -02

Marina Silva é oficializada como a substituta de Eduardo Campos na candidatura do PSB ao Planalto

ED FERREIRA/ESTADÃO CONTEÚDO

Agora é oficial. A ex-senadora Marina Silva é a candidata do PSB à Presidência da República. A indicação, já conhecida há alguns dias, foi formalizada em reunião da cúpula do partido na noite desta quarta-feira (20), em Brasília. Ela substitui Eduardo Campos – morto em um acidente aéreo na semana passada em Santos (SP) – como cabeça da chapa, que conta com o deputado federal Beto Albuquerque (PSB-RS) como vice.

“Nossa palavra de ordem é crescer. Crescer na generosidade para lidarmos com nossas diferenças; crescer na unidade. E para isso Eduardo nos deu a régua e o compasso. Não importa o que possa ocorrer no futuro. Somos irmãos de uma fraternidade criada na ousadia de sair do roteiro da política tradicional. Para mim, tão importante quanto a obtenção do registro da Rede, é o crescimento e a estabilidade do PSB”, disse Marina, segundo declarações reproduzidas pelo jornal O Globo.

“O programa é em si mesmo o pacto maior selado que nos une. Tudo aquilo que fizemos juntos é o que faremos daqui para frente. Devemos isso a ele, ao Eduardo: não vamos desistir do Brasil”, emendou a candidata à Presidência. Ela chegou por volta das 20h ao encontro e tratou de elogiar o seu vice. Um pouco mais cedo, o próprio Albuquerque adiantou quais seriam as prerrogativas da candidatura.

“Marina vai cumprir os acordos firmados pelo ex-governador Eduardo Campos. Marina e Beto não vão fazer o que querem. Vão fazer o que Brasil exige e precisa, e o que o povo quer. Isso está expresso no nosso programa de governo. E este é o nosso compromisso", afirmou o deputado. Vamos andar pelo Brasil nestes 47 dias de campaha e pregar nosso programa de governo”, comentou, de acordo com a Agência Brasil.

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Marina falou também da carta-compromisso que recebeu da cúpula do PSB, a qual inicialmente se pensava que poderia conter “obrigações” para ela assumir a coligação, o que foi negado pelo próprio presidente nacional do partido, Roberto Amaral. A ex-vice de Campos comentou que “há um compromisso com as responsabilidades já assumidas” e que o trabalho agora envolve “a responsabilidade de ajuda-lo a se erguer após a perda irreparável que sofreu”.

O PSB tem o prazo legal de registrar a nova chapa até o próximo sábado (23) junto ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

Naturalidade e mudanças

A ‘promoção’ de Marina à cabeça da chapa foi vista como natural horas depois do acidente que tirou a vida de Campos. O prestígio que fez com que ela tivesse 20 milhões de votos nas eleições presidenciais de 2010 parece ter se mantido, sobretudo após a pesquisa do Instituto Datafolha da última segunda-feira (18), que mostrou Marina com 21% das intenções de voto, contra 20% do tucano Aécio Neves, e atrás de Dilma Rousseff (PT), que apareceu com 36%. Entretanto, na simulação de um segundo turno contra Dilma, Marina apareceu como vencedora (47% contra 43% da petista).

Segundo o jornal Folha de S. Paulo, Marina está livre de subir em palanques que julgar “desconfortáveis”, situação que vale para Estados como São Paulo, Paraná e Rio de Janeiro, nos quais o PSB fez alianças que não agradaram a ex-senadora. Ainda conforme noticiou a Folha, o assessor pessoal de Marina, Walter Feldman, vai assumir a coordenação-executiva da campanha ao lado do secretário-geral do PSB, Carlos Siqueira.

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