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20/08/2014 17:51 -03 | Atualizado 26/01/2017 21:52 -02

Libéria coloca favela com mais de 50 mil pessoas em quarentena para tentar conter surto de ebola

Abbas Dulleh / Associated Press

Pelo menos quatro pessoas ficaram feridas durante combates entre moradores de uma favela em Monrovia, capital da Libéria e forças de segurança nesta quarta-feira (20).

O confronto aconteceu após a decisão autoridades sanitárias do país deisolarem a favela de West Point, onde vivem mais de 50 mil pessoas.

A medida deve durar pelo menos 21 dias e é uma tentativa de conter a epidemia de ebola que acomete a África Ocidental.

Moradores de West Point atiraram pedras nos policiais, que fizeram barricadas para impedir a saída da favela e revidaram lançando bombas de gás lacrimogêneo contra os manifestantes.

A decisão foi anunciada na noite de terça-feira (19) e nesta manhã, forças de segurança já faziam a guarda do local. A guarda costeira também foi acionada, já que o local fica na beira do mar.

Foi em West Point onde 17 pacientes que fugiram de um centro de tratamento contra o ebola se refugiaram. Segundo o governo, todos os pacientes já foram localizados e levados para um novo centro de tratamento.

O centro foi invadido durante o final de semana, e objetos possivelmente infectados foram roubados do local.

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Segundo agências, alguns moradores de West Point lideraram o ataque por acreditarem que o governo estava levando pacientes infectados pelo ebola de outras partes da cidade para o bairro.

De acordo com o relato de correspondentes da NFR, a favela é extremamente povoada e fica separada do restante da cidade, tendo apenas duas vias de acesso e duas de saída.

Também nesta quarta-feira, moradores da favela encontraram um menino de dez anos abandonado na praia.

Como há a suspeita de que ele esteja contaminado pelo ebola, ele foi levado para um centro de tratamento para pacientes infectados.

Segundo dados da Organização Mundial de Saúde, 1350 pessoas já morreram por causa da doença. A Libéria é o país com o maior número de casos confirmados (972) e de mortes pelo ebola (576).