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19/08/2014 15:53 -03 | Atualizado 26/01/2017 21:52 -02

Marina Silva declama poema e lamenta morte de Eduardo Campos em missa de sétimo dia

Beto Nociti / Futura Press / Estadão Conteúdo

Após a missa de sétimo dia em homenagem ao candidato do PSB à Presidência, Eduardo Campos - morto em acidente aéreo na última quarta-feira (13) - sua vice, Marina Silva, falou que deve haver união para honrar os compromissos assumidos por Campos.

"Nosso esforço, de todos nós brasileiros independentemente de partidos, é de que todo seu esforço, sua trajetória e insistência em renovar a política não seja tratado como herança, onde cada um pega um fragmento do despojo. Mas que seja tratado como um legado", disse a provável candidata à Presidência no lugar de Campos, de acordo com o jornal O Estado de S. Paulo.

Em um pronunciamento de seis minutos, um dos mais longos desde o acidente, Marina lamentou que muitos só tenham reconhecido o valor do ex-governador após a sua morte. "Que pena que para que se revelassem (esses ideais) fosse ao preço de tamanho sacrifício, de tamanha perda". Com a voz embargada e amparada por um assessor, a ex-senadora disse que o episódio causou não só comoção, mas motivação política no país.

Marina também declamou um poema de autoria própria que disse ter lido recentemente para a viúva Renata Campos. "Porque viemos do pó, precisamos da água para virar massa", diz um dos trechos.

A missa de sétimo dia foi realizada na Catedral Metropolitana de Brasília. Além de Marina, estiveram presentes o vice-presidente Michel Temer, o ministro da Secretaria Geral da Presidência da República, Gilberto Carvalho, ministros do Tribunal de Contas da União e integrantes do PSB, da Rede Sustentabilidade e de outros partidos.

Missa de sétimo dia Eduardo Campos


PSB modera exigências

O presidente do PSB, Roberto Amaral, negou que o partido irá entregar uma carta de compromissos impondo condições à candidatura de Marina Silva. “Não vamos apresentar condicionantes à Marina”, afirmou em entrevista à Agência Estado.

Amaral afirmou que novas condições da campanha serão discutidas com a provável candidata, mas que não há um documento com regras formalizado. A cúpula do PSB teme que Marina não mantenha compromissos de campanha já firmados, como as alianças políticas estaduais.

Um dos coordenadores do programa de governo do PSB, Maurício Rands, também cotado para vice de Marina, disse que o programa não deve sofrer alterações expressivas. Segundo ele, a coordenação já está pronta para mostrar o documento a Marina, que deve autorizar as mudanças.

O pessebista foi um dos defensores da formulação de uma carta-compromisso preparada pelo PSB que seria assinada por Marina Silva. "A militância dos seis partidos da coligação também tem perguntas que precisam de respostas", afirmou de acordo com o jornal O Estado de S. Paulo.

Roberto Amaral reconheceu que há disputas para o nome do vice na chapa de Marina dentro do PSB entre Pernambuco, Rio Grande do Sul e Minas Gerais. Segundo o presidente da legenda, a decisão será feita por consenso e anunciada na reunião da executiva nacional do partido na quarta-feira (20).

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