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20/08/2014 00:48 -03 | Atualizado 26/01/2017 21:52 -02

Interativo, #DebateBandRio põe ‘azarão' como o preferido e Garotinho o mais criticado

DANIEL CASTELO BRANCO/AG. O DIA/ESTADÃO CONTEÚDO

Interativo, cômico e, claro, cheio daquela troca de farpas. O primeiro debate ao governo do Estado do Rio de Janeiro, realizado pela Rede Bandeirantes, contou com uma bem-vinda dose de interatividade – muito por conta da parceria firmada pela emissora com o Twitter, com a hashtag #DebateBandRio. Pelo menos pela rede social foi possível definir vencedores e derrotados.

Dá para dizer, sem medo de errar, que o candidato Tarcísio Motta (PSOL) foi aquele que mais chamou a atenção dos internautas – em grande parte jovens que acompanhavam o debate, realizado na noite desta terça-feira (19) –, de uma maneira positiva. Se dependesse das opiniões no Twitter, o candidato poderia ficar animado.

Já o ex-governador do Rio, Anthony Garotinho (PR), definitivamente foi o mais criticado – e mais xingado – durante todo o debate. Não foram poucos os momentos em que cada resposta de Garotinho conseguia produzir uma enxurrada de críticas, brincadeiras e ironias no Twitter.

De resto, a maioria dos tweets não escondeu que o descrédito com a classe política continua.

O atual governador, Luiz Fernando Pezão (PMDB), também foi um dos que menos agradaram. Até mesmo medidas tomadas pelo seu antecessor, Sérgio Cabral, atiçaram a ira do público.

Ainda participaram do debate o petista Lindberg Farias e Marcelo Crivella (PRB). O candidato do PT bem que tentou ser eloquente, mas na maior parte do tempo...

... enquanto Crivella acabou cravando a sua participação com a sua posição antológica no debate quando o tema foi a legalização da maconha.

Se dizendo contra, Crivella apontou que “países que legalizaram retrocederam”. Tentou usar a Holanda como exemplo, citando a fabricante de aviões Fokker e seus funcionários para endosar o seu discurso. Aí saiu isso aqui: “os funcionários da Fokker fumavam tanta maconha que causaram problemas, até aqui no Brasil…”. No estúdio, o público não segurou o riso. Nas redes, também não perdoaram.

A segurança pública e a educação dominaram o debate, gerando a maior troca de acusações entre os candidatos – as tensões principais ficaram entre Pezão e Garotinho, com menções pontuais contra Lindberg. Temas mais pontuais, como a despoluição da Baia de Guanabara, a ampliação do metrô, a política de cotas raciais e a melhoria na saúde também foram citadas.

Não faltaram promessas, e uma extensa valorização por quem já ocupou ou ocupa o cargo de governador – Garotinho e Pezão, respectivamente. Tais propostas, críveis ou não, foram a cereja do bolo para que tweets zoeiros pudessem dar o ar da graça.

Que a interatividade se repita em outros debates, não só no Rio, mas nos demais Estados e para os demais cargos nas eleições deste ano no Brasil.

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