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18/08/2014 20:06 -03 | Atualizado 26/01/2017 21:52 -02

Favorita ao posto de vice, mulher de Eduardo Campos deve ter outro papel na campanha de Marina Silva e do PSB

EDMAR MELO/JC IMAGEM/ESTADÃO CONTEÚDO

Renata Campos, viúva do ex-governador Eduardo Camposmorto em um acidente aéreo na semana passada – não deve ser a vice na candidatura do PSB, que deverá ser encabeçada por Marina Silva. A informação foi dada nesta segunda-feira (18) pelo presidente do partido, Roberto Amaral. Segundo ele, Renata não demonstrou interesse em ser candidata à vice-presidência.

“Ela jamais me disse dessa intenção (de concorrer como vice na chapa com Marina)”, comentou Amaral em entrevista à Agência Reuters. A notícia também foi noticiada no blog do jornalista Gerson Camarotti, no G1. Segundo ele, Renata já teria avisado a interlocutores e familiares que não será companheira de Marina na chapa a ser confirmada oficialmente na próxima quarta-feira (20). A necessidade de cuidar dos filhos e o temor de ‘uso eleitoral’ da tragédia seriam as razões para a negativa.

“Participei a vida inteira de campanha, não será diferente com essa. Com uma diferença: tenho que participar por dois. Depois de todos esses anos sabendo que muitas coisas precisam ser feitas ainda, precisamos garantir essa vitória para esse sonho ir adiante”, disse a viúva de Campos nesta segunda-feira, ao lado de três dos cinco filhos em Recife.

A busca pelo vice continua com uma série de consultas que estão sendo feitas internamente pelo partido junto aos seus diretórios estaduais e aos demais partidos aliados. A meta é ter uma decisão sólida antes da reunião da Executiva, a qual deverá – se nada der errado – ter apenas um caráter de confirmação de Marina e do outro nome para vice, com um discurso de união em torno da coligação.

Conheça os possíveis vices de Marina


O líder do PSB na Câmara, Beto Albuquerque (RS), é o favorito neste início de semana para ser o vice de Marina. O partido quer um nome que tenha ligação orgânica com a legenda, que defenda o legado de Eduardo Campos e tenha proximidade com Marina – que entrou no PSB porque não conseguiu registrar seu partido, Rede Sustentabilidade a tempo de disputar as eleições neste ano.

Segundo reportagem da revista Época, aliados de Albuquerque já dão a fatura como liquidada. Já o parlamentar procurou adotar uma postura cautelosa, em mensagem postada no Twitter.

“Ele (Albuquerque) tem todas as características. É uma pessoa que está no projeto desde o início, é uma pessoa da confiança do Eduardo Campos, tem um bom trânsito com Marina. É do quadro orgânico do PSB”, disse o líder do partido no Senado, Rodrigo Rollemberg (DF), à Agência Brasil. O senador ainda negou, na mesma entrevista, que estejam sendo feitas exigências para Marina assumir a candidatura.

“Ninguém vai exigir isso de Marina. Compromisso é compromisso. Marina entrou no PSB como Rede. Foi muito clara. Foi uma filiação democrática para uma coligação programática. É importante manter os compromissos que estão em torno do programa de governo. Sempre dissemos que nossa coligação é uma coligação programática, construímos junto de um programa de governo, e é isso que vai nos reger daqui por diante”, completou.

(Com Reuters, Estadão Conteúdo e Agência Brasil)

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