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18/08/2014 18:48 -03 | Atualizado 26/01/2017 21:52 -02

Autópsia independente revela que jovem negro recebeu ao menos seis tiros; mãe quer prisão de policial branco nos EUA

Scott Olson / Getty Images

Após uma autópsia independente feita neste final de semana ter revelado que Michael Brown morreu após receber pelo menos seis tiros, a mãe do adolescente negro tem apenas uma questão para a polícia: “o que mais nós precisamos provar para prender o assassino do meu filho”?

A autópsia independente - encomendada pela família de Brown – mostra que o jovem de 18 anos recebeu pelo menos seis tiros, dois deles na cabeça.

Brown foi morto em 9 de agosto pelo policial branco Darren Wilson na cidade de Ferguson, no Estado de Missouri (EUA). O crime desencadeou uma onda de protestos de cunho racial que culminou com conflitos entre a polícia e os manifestantes.

Durante pronunciamento feito nesta segunda (18) na Casa Branca, o presidente dos EUA, Barack Obama, pediu que os manifestantes mantenham a calma e disse que "não há justificativa para o uso excessivo de força por parte da polícia".

Veja cenas dos protestos gravados pelo New York Times


Ainda de acordo com os peritos contratados pela família, não há indícios de que Brown foi morto durante um conflito ou uma briga. Os ferimentos indicam que ele foi atingido enquanto se afastava do atirador ou com as mãos para o alto.

A família do jovem se manifestou nesta segunda-feira (18) em uma entrevista coletiva que foi coordenada pelo advogado Benjamin Crump.

O procurador-geral dos EUA, Eric H. Holder Jr., afirmou ao New York Times que além da perícia encomendada pela família e a formulada pela polícia local, o Departamento de Justiça americano vai realizar seu próprio estudo.

Segundo ele, a terceira autópsia será realizada por causa das circunstâncias extraordinárias que envolvem o caso.

A autópsia realizada pela polícia local já foi concluída, mas não foi divulgada.

Procurado pelo jornal americano, o porta-voz do Departamento de Polícia de Ferguson, Tim Zoll, afirmou que não teve acesso ao relatório da autópsia particular e que não iria comentar o estudo.

A família Brown e manifestantes têm pedido a prisão do policial há dias, mas a polícia afirmou que Wilson, de 28 anos, foi colocado em licença depois da morte .

O governador de Missouri, Jay Nixon, disse que enviaria a Guarda Nacional para Ferguson, na região metropolitana de St. Louis nesta segunda-feira.

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