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13/08/2014 11:33 -03 | Atualizado 26/01/2017 21:52 -02

Disputa ao governo do Distrito Federal se embola após Justiça Eleitoral barrar candidatura de José Roberto Arruda

Montagem/Estadão Conteúdo/Reprodução Facebook

O Tribunal Regional Eleitoral do Distrito Federal (TRE-DF) negou o registro de candidatura do ex-governador José Roberto Arruda (PR) na terça-feira (12) ao governo local. Arruda tentava voltar ao poder após ter sido o primeiro governador preso durante o mandato no Brasil

Cinco de sete desembargadores do TRE-DF votaram contra a manutenção da candidatura de Arruda. O relator ado processo, desembargador eleitoral Cruz Macedo foi o primeiro a votar para barrar a participação do candidato nas eleições. "A Justiça Eleitoral não pode fechar os olhos para situação de tamanha gravidade e fazer de conta que a condenação não existiu", afirmou, de acordo com o jornal Folha de S. Paulo.

Arruda foi condenado por improbidade administrativa em segunda instância em 9 de julho pelo Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios (TJDFT), com base na Lei da Ficha Limpa, de acordo com o jornal Correio Braziliense. Ele havia apresentado o registro de candidatura ao TRE quatro dias antes. O fato de o pedido ter sido feito após a decisão judicial foi o argumento usado pela defesa para recorrer.

O ex-governador do DF foi preso em 2010 por tentativa de suborno de uma testemunha do esquema de corrupção em que estava envolvido, conhecido como mensalão do DEM, de acordo com o jornal O Estado de S. Paulo. Em dezembro de 2013 o Tribunal de Justiça do DF (TJDF) o condenou por improbidade administrativa em esquema de compra de apoio parlamentar na Câmara Legislativa.

Ainda não é o fim

O advogado de Arruda, Francisco Emerenciano, contestou o impedimento e vai levar o caso ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Ele irá usar o mesmo argumento apresentado ao TRE, de que a decisão judicial ocorreu após o pedido de registro da candidatura. Enquanto não for julgado, ele poderá seguir com sua campanha normalmente.

Segundo o jornal Folha de S. Paulo, os advogados argumentam que se as condenações posteriores ao pedido de registro sejam consideradas pela justiça, haverá insegurança jurídica, o que provocaria dúvidas no eleitor se seu candidato poderá disputar o pleito.

Oponentes podem ganhar eleitores

Com a saída de Arruda da disputa ao governo do Distrito Federal, seus oponentes aumentam as chances de vitória. Na última pesquisa, divulgada no sábado (9) pelo MDA e disponível no blog do jornalista Fernando Rodrigues, Arruda liderava, com 32,8% das intenções de voto. O atual governador Agnelo Queiroz (PT) estava co 18,3% e Rodrigo Rollemberg (PSB) com 11,9%.

Em eventual segundo turno, Arruda venceria tanto Agnelo (com 47,2%, contra 27% do petista) quanto Rollemberg (com 45,1% contra 31,6% do novo concorrente). Porém, em uma disputa entre Agnelo e Rollemberg, o atual governador perderia, alcançado 28,7% contra 44% do pessebista. Dessa forma, com Arruda fora, Rollemberg pode estar mais perto do Palácio do Buriti.

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