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Doações a candidatos à Presidência chegam a R$ 22 milhões, com Dilma, Aécio e Campos ficando com 99% do valor

06/08/2014 21:46 -03 | Atualizado 26/01/2017 21:45 -02
ED FERREIRA/ESTADÃO CONTEÚDO

Construtora, frigorífico e empresa de bebidas lideram as doações aos candidatos à Presidência da República nas eleições deste ano. Os dados foram divulgados na noite desta quarta-feira (6), pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), e apontam que um total de R$ 21,821 milhões foi declarado pelas candidaturas. Três candidatos concentram 99% do valor.

Líder nas pesquisas de intenção de votos, a presidente Dilma Rousseff (PT) aparece no topo da lista. A campanha da petista declarou ter recebido R$ 9,639 milhões. Pela relação apresentada, os maiores doadores individuais de sua campanha foram o frigorífico JBS, que contribuiu com quase metade do total (R$ 4,5 milhões), em seguida vem a Ambev (CRBS S/A), com R$ 4 milhões.

Segundo nas pesquisas, o candidato Aécio Neves (PSDB) declarou ter recebido até agora R$ 8,111 milhões, mas apenas um doador aparece de forma explícita: a Construtora OAS, com R$ 1 milhão. Os demais doadores são identificados apenas como "comitê financeiro nacional" e "direção nacional.

Por sua vez, Eduardo Campos (PSB), terceiro colocado nos levantamentos de intenção de votos, registrou ter recebido no total R$ 4,071 milhões. Ele também não apresenta a identificação dos doadores.

Bem distante dos três líderes de arrecadação aparecem os demais. Com um valor longe da casa do milhões de reais, os candidatos considerados nanicos são liderados pela candidata Luciana Genro (PSOL), que declarou ter recebido R$ 96.637,65. A seguir aparecem José Maria (PSTU) com R$ 38.304; Levy Fidelix (PRTB), com R$ 31.250; Mauro Luis Iasi (PCB), com R$ 16.600, e Eymael (PSDC) R$ 15.000.

No caso dos candidatos Eduardo Jorge (PV), Pastor Everaldo (PSC) e Rui Costa Pimenta (PCO) não é possível identificar os doadores no sistema do TSE. Ao fazer a busca dos três, aparece apenas a mensagem "não foi encontrado nenhum resultado".

Trio lidera também os gastos

No âmbito das despesas, o total de gastos declarados pelas candidaturas foi de R$ 11,917 milhões, sendo que Aécio Neves, Dilma Rousseff e Eduardo Campos gastaram, sozinhos, R$ 11,5 milhões. O tucano gastou R$ 7,3 milhões, contra R$ 4,071 milhões de Campos e R$ 86 mil da presidente.

A prestação de contas divulgada nesta quarta-feira é apenas uma primeira parcial. O prazo para entrega das contas de campanha nesta primeira etapa terminou no último sábado (2). A entrega das informações é obrigatória. De acordo com a Lei Eleitoral, os candidatos que tiverem as contas consideradas irregulares podem ser cassados, mesmo após tomarem posse.

Cabe ao TSE e aos tribunais regionais eleitorais julgar as informações fornecidas. A Justiça Eleitoral poderá aprovar as contas, se estiverem regulares; aprová-las com ressalvas, quando as falhas não comprometerem as contas; e desaprová-las, quando estiverem irregulares.

Uma segunda parcial deverá ser anunciada até o dia 2 de setembro. A prestação de contas final ocorre após as eleições de outubro e deve ser feita no dia 4 de novembro.

(Com Estadão Conteúdo e Agência Brasil)