NOTÍCIAS
05/08/2014 17:06 -03 | Atualizado 26/01/2017 21:45 -02

Dois pacientes foram curados por tratamento altamente experimental de Ebola, diz CNN

ASSOCIATED PRESS
In this photo provide by MSF, Medecins Sans Frontieres (Doctors without Borders), taken on Friday, March 28, 2014, healthcare workers from the organisation, react, as they prepare isolation and treatment areas for their Ebola, hemorrhagic fever operations, in Gueckedou, Guinea. Health officials in the West African nation of Guinea say they're now treating eight cases of Ebola in the capital. Dr. Sakoba Keita, a spokesman for the health ministry, announced on national television the virus had reached the city of 3 million. Keita said Friday, March 28, 2014, at least 70 people have died in the country's south since the Ebola outbreak began last week. (AP Photo/Kjell Gunnar Beraas, MSF)

Sofrendo há nove dias com os sintomas do vírus Ebola, o médico americano Kent Brantly chegou a ligar para sua esposa para dizer adeus. Brantly trabalhava como missionário na Libéria quando foi infectado.

Felizmente, de acordo com reportagem da CNN, Brantly não vai se despedir tão cedo.

Uma hora depois da ligação derradeira, ele já estava de pé e respirando normalmente, graças a uma terapia altamente experimental chamada Zmapp.

Kent Brantly com sua esposa, Amber.

kent brantly

No dia seguinte, Brantly tomou banho sozinho e viajou de volta aos Estados Unidos, onde está internado no Estado de Atlanta.

Outra missionária americana, Nany Writebol, também tomou o ZMapp, droga desenvolvida na Califórnia que nunca havia sido testada em seres humanos.

Segundo pessoas próximas, os dois assumiram os riscos de serem submetidos ao tratamento, mas assinaram termos de consentimento para fazer a terapia.

O sucesso da terapia é uma boa notícia, mas ainda não pode ser interpretada como uma cura a caminho. Segundo a OMS, autoridades de saúde "não podem começar a usar drogas não-testadas em meio a uma epidemia", por causa dos riscos envolvidos.

Como funciona o Zmapp

Fragmentos do vírus do Ebola é implantado em cobaias, que reagem a ele e produzem anticorpos. Esses anticorpos são isolados e cultivados para serem utilizados no tratamento de humanos.

Pesquisadores, porém, dizem ser impossível saber se a melhora do quadro de saúde de Brantly é um resultado do novo tratamento ou uma resposta do próprio organismo.

Isso porque, apesar de o Ebola ser um vírus altamente mortal - 90% dos casos são fatais-, há pacientes que se recuperam sozinhos, naturalmente.

Contexto

O surto do Ebola começou em fevereiro, nas florestas da Guiné, mas seu epicentro agora está nas vizinhas Libéria e Serra Leoa. A OMS anunciou que subiu para 887 o número de mortos pela epidemia na África, enquanto três novos casos foram reportados na Nigéria, país que registrava apenas uma morte.

(Com agências de notícias)

LEIA MAIS

- Surto de Ebola: entenda quais são os sintomas da doença

- Em busca da cura para a infecção do vírus ebola

- Epidemia de ebola na África Ocidental está fora de controle, diz MSF