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04/08/2014 13:44 -03 | Atualizado 26/01/2017 21:43 -02

Candidatos à Presidência apostam em doações de pessoas físicas nas campanhas

Severino Silva/Estadão Conteúdo

A campanha da candidata à reeleição Dilma Rousseff (PT) lançou hoje a plataforma de doações online para pessoas físicas. Qualquer cidadão pode doar por meio de cartão de crédito ou débito para financiar a campanha da petista. O PT estimou em R$298 milhões os gastos máximos da campanha, em declaração ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

Uma das bandeiras do Partido dos Trabalhadores é o financiamento público exclusivo das campanhas eleitorais. O tema está sendo discutido no Supremo Tribunal Federal desde dezembro de 2013 e, se aprovado, deve valer nas eleições de 2016. Em abril, a maioria dos ministros votou a favor da proibição de doações de empresas a campanhas e partidos. O julgamento está suspenso porque o ministro Gilmar Mendes pediu vista do processo.

O candidato do PSB à Presidência, Eduardo Campos, também está de olho no financiamento coletivo. No site da campanha, há um informe de que em breve será possível doar via cartão de crédito ou débito. O PSB estimou em R$150 milhões o valor máximo a ser arrecadado durante a campanha. Em 2010, a vice de Campos, Marina Silva, aderiu a esse mecanismo em sua campanha à presidência.

O segundo colocado nas pesquisas eleitorais na corrida ao Palácio do Planalto, Aécio Neves (PSDB), por enquanto não aderiu a esse tipo de recurso. Em entrevista ao jornal O Estado de São Paulo, o tesoureiro da campanha, ex-ministro da Justiça José Gregori, disse que não está prevista a instalação de nenhum tipo de estrutura para incentivar a doação de pessoas físicas. "Vamos ver o que é possível fazer na internet, mas honestamente vai ser difícil. O resultado é pequeno, quase simbólico, em face dos valores gastos em uma campanha", explica.

O PSDB declarou ao Tribunal Superior Eleitoral que o gasto máximo da campanha será de R$ 290 milhões.

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