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29/07/2014 10:53 -03 | Atualizado 26/01/2017 21:43 -02

Nova Matriz de Responsabilidade de Jogos do Rio prevê gastos de R$ 6,5 bilhões

MÁRCIO MORAES/ELEVEN/ESTADÃO CONTEÚDO

A Autoridade Pública Olímpica (APO), consórcio público que tem por objetivo coordenar a participação da União, do Estado do Rio de Janeiro e do Município do Rio de Janeiro na preparação e realização dos Jogos Olímpicos e Paralímpicos de 2016, divulgou nesta terça-feira (29), a primeira atualização da Matriz de Responsabilidade, com o balanço e a divisão dos gastos dos poderes público e privado com os eventos.

O documento apontou os gastos de 37 das 52 obras realizadas com vistas às competições, cujo valor chega a R$ 6,5 bilhões, sendo R$ 4,2 bilhões a serem gastos pelo setor privado. Em janeiro, na primeira Matriz de Responsabilidade, apenas 24 obras estavam com “nível de maturidade 4 ou 5”, que significa que os contratos já haviam sidos assinados e as obras, iniciadas. Àquela altura, os gastos totais com as obras apontavam o valor de R$ 5,6 bilhões.

O avanço nas obras se deu, sobretudo, no Complexo Esportivo de Deodoro, local onde onze projetos de construção e adequação de instalações esportivas estavam com maturidade 2 (sem valores e prazos definidos) na primeira versão. Nesta primeira atualização da Matriz de Responsabilidade, os valores a serem investidos na região já somam R$ 853 milhões, com a maioria das obras a serem financiadas pela Prefeitura do Rio de Janeiro - duas linhas de alimentação de energia elétrica do Complexo ainda não têm custo definido.

Outros projetos sem valor definido incluem as reformas e readequações de instalações construídas para o Pan 2007, realizado no Rio, como os os parques aquáticos Maria Lenk e Julio Delamare, o Estádio Engenhão, o Maracanãzinho e o estádio de remo da Lagoa.

Outra novidade da nova Matriz de Responsabilidade em relação a primeira versão refere-se a adequação da Marina da Glória, cujo gasto ficou estimado em R$ 45 milhões de reais.