MUNDO
28/07/2014 11:31 -03 | Atualizado 26/01/2017 21:43 -02

Presidente da Libéria adota medidas para conter ebola

CELLOU BINANI via Getty Images
A picture taken on June 28, 2014 shows members of Doctors Without Borders (MSF) putting on protective gear at the isolation ward of the Donka Hospital in Conakry, where people infected with the Ebola virus are being treated. The World Health Organization has warned that Ebola could spread beyond hard-hit Guinea, Liberia and Sierra Leone to neighbouring nations, but insisted that travel bans were not the answer. To date, there have been 635 cases of haemorrhagic fever in Guinea, Liberia and Sierra Leone, most confirmed as Ebola. A total of 399 people have died, 280 of them in Guinea. AFP PHOTO / CELLOU BINANI (Photo credit should read CELLOU BINANI/AFP/Getty Images)

A presidente da Libéria, Ellen Johnson Sirleaf, deixou apenas três passagens de fronteira do país abertas, restringiu a realização de reuniões públicas e colocou em quarentena comunidades do país altamente afetadas pelo surto de ebola.

As medidas foram divulgadas na noite de domingo, após a primeira reunião de uma força-tarefa criada e presidida por Sirleaf com o objetivo de conter a doença, que já matou 129 pessoas no país e mais de 670 no oeste da África.

Um importante médico liberiano que trabalhava no maior hospital do país morreu em decorrência do ebola no sábado e dois trabalhadores humanitários norte-americanos foram infectados, destacando os perigos enfrentados por aqueles encarregados de controlar a epidemia.

Na semana passada, uma autoridade liberiana viajou de avião para a Nigéria, via Lome, no Togo, e morreu por causa do ebola num hospital de Lagos. O fato de o funcionário do governo, Patrick Sawyer, ter conseguido embarcar num voo internacional apesar de estar doente elevou os temores de que a doença possa se espalhar para além dos três países afetados atualmente: Libéria, Guiné e Serra Leoa.

Não existe cura para o ebola, que começa com sintomas como febre e dor de garganta, que evoluem para vômito, diarreia e hemorragia interna. A doença se espalha por meio de contato direto com sangue e outros fluidos corporais, assim como pelo contato indireto com "ambientes contaminados com tais fluidos", segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS).

"Sem dúvida, o vírus ebola é um problema de saúde nacional", disse Sirleaf. "E, como também passamos a ver, ele ataca nosso modo de vida com sérias consequências econômicas e sociais."A presidente disse que todas as fronteiras do país seriam fechadas, com exceção de três: uma com Serra Leoa, outra que dá acesso a Guiné e uma terceira que liga dos três países.

Especialistas acreditam que o surto tenha se originado no sudeste da Guiné em janeiro, embora os primeiros casos não tenham sido confirmados até março. Na Guiné foram registrados o maior número de casos, 319, seguido por Serra Leoa, onde foram registrados mais casos recentemente, além de 224 mortes no total.

A Libéria vai manter abertos o aeroporto internacional Roberts, nas proximidades de Monróvia, e o aeroporto James Spriggs Payne Airport, que fica na capital.

Sirleaf disse que "centros de prevenção e de exames serão montados" nos aeroportos e nas passagem de fronteira e que "rigorosas medidas preventivas serão anunciadas e escrupulosamente respeitadas".

Outras medidas incluem a restrição para a realização da manifestações e passeatas e a exigência de que restaurantes e outros locais públicos exibam um filme de cinco minutos sobre o Ebola.

A presidente também concedeu poderes às forças de segurança para comandar veículos para ajudar na resposta de saúde pública e ordenou a eles que cumpram as novas regulamentações.

(Fonte: Associated Press)