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27/07/2014 19:44 -03 | Atualizado 26/01/2017 21:43 -02

Ucraniana causa revolta nas redes sociais ao postar rímel de vítima de voo da Malaysia Airlines

Reprodução/Instagram

Ekaterina Parkhomenko era uma desconhecida nas redes sociais, pelo menos até a última sexta-feira (25). Foi quando ela usou a sua conta no Instagram para postar a sua mais nova aquisição: um rímel, vindo de Amsterdã, na Holanda. E ela indicou que pertencia a uma das vítimas do voo MH17 da Malaysia Airlines, que caiu na Ucrânia no último dia 17, matando 298 pessoas a bordo.

“Maquiagem vinda de Amsterdã, ou melhor do campo. Bem, vocês sabem o que eu quero dizer”, escreveu Ekaterina, segundo informações do jornal britânico The Telegraph. A mulher, que vive no vilarejo de Torez, se diz “separatista” e não esconde ser apoiadora do movimento pró-Rússia no leste da Ucrânia, acabou sendo alvo de uma enxurrada de críticas.

rimel ucraniana

Mulher postou fotos e não viu nada de errado em seus atos

Questionada sobre a origem do rímel da marca Catrice, ela escreveu que foi dado a ela “por um amigo”. Depois de diversas ofensas, ela acabou encerrando a conta no Instagram e apagou outros perfis nas demais redes sociais que possuía.

Antes de “desaparecer” das redes, ela ainda deixou uma mensagem final: “Estou apenas cansada de toda essa coisa ucraniana. Cansada e terrivelmente furiosa”.

A indignação contra a mulher ucraniana não terminou. Neste sábado (26), foi criada uma página no Facebook que pede a morte de Ekaterina Parkhomenko.

A falta de segurança e o tratamento dado aos restos mortais das vítimas do voo da Malaysia Airlines, que teria sido abatido e caiu na área atualmente controlada por rebeldes pró-Rússia no leste da Ucrânia, foram itens de duras críticas da comunidade internacional.

A insegurança na região e a ação de ladrões – que levaram muitos pertences pessoais das vítimas – têm dificultado a apuração sobre o que fez o avião cair. Mais do que isso: se ele foi mesmo abatido, como garantem as autoridades norte-americanas, qual seria a origem o míssil que derrubou a aeronave?

Autoridades internacionais ainda negociam com as lideranças separatistas para que os trabalhos de investigação possam ser retomados nesta segunda-feira (28).

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