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27/07/2014 20:55 -03 | Atualizado 26/01/2017 21:43 -02

Números do conflito em Gaza: uma criança palestina é morta a cada hora, aponta ONG Save the Children

Lefteris Pitarakis/AP

Dados da ONG internacional Save the Children apontam que pelo menos uma criança palestina é morta a cada hora na Faixa de Gaza, palco do conflito armado entre as forças militares de Israel e o braço armado do grupo palestino Hamas. Mais de mil pessoas morreram apenas do lado palestino ao longo das últimas semanas.

Ainda segundo a ONG, pelo menos 70 mil crianças foram forçadas a deixar as suas casas com suas famílias, e o número de crianças que precisam de ajuda psicológica passou de 116 mil. Do lado israelense, segundo a Save the Children, as crianças vêm sofrendo com o terror dos bombardeios já registrados.


“O número de nascimentos prematuros por dia dobrou, comparado com a media diária registrada antes da escalada do conflito”, disse o medico Yousif Al Swaiti, director do Hospital Al Awda, parceiro da ONG na região. “Nós estamos vendo anos de trabalho serem desfeitos a cada explosão, seja infraestrutura civil ou o bem-estar emocional das crianças com as quais trabalhamos em conflitos anteriores”, emendou David Hassell, representante da ONG.

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Apesar das condições caóticas na região, as últimas horas apresentaram pouco para indicar para um fim do conflito. Em conversa telefônica neste domingo (27) com o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, reafirmou o suporte ao país e as críticas ao Hamas. A ligação ocorreu após o fim do cessar-fogo mediado pelas Nações Unidas.

"O presidente ressaltou que os Estados Unidos condenam fortemente os ataques do Hamas e reafirmou que Israel tem o direito de se defender", informou a Casa Branca, em comunicado. "O presidente também reiterou que os Estados Unidos estão seriamente preocupados com o crescente número de civis palestinos mortos e a perda de vidas israelenses, bem como o agravamento da situação humanitária em Gaza".

Israel e Hamas haviam concordado com um dia de trégua humanitária na Faixa de Gaza, atendendo a um pedido das Nações Unidas. Mas, no começo do domingo o Hamas lançou foguetes contra o sul de Israel, o que provocou reação do país. Horas depois, o Hamas reverteu sua posição e pediu a retomada do cessar-fogo de 24 horas, a partir de segunda-feira.

Ao se referir às negociações de paz lideradas pelo secretário de Estado John Kerry, nas últimas semanas, e a um acordo firmado em novembro de 2012, o presidente Barack Obama disse que a meta do governo era de instituir um "cessar-fogo imediato, incondicional e humanitário, que termina com as hostilidades e leva a uma cessação definitiva".

Ele acrescentou ainda que qualquer solução duradoura no conflito entre Israel e Palestina deve "assegurar o desarmamento de grupos terroristas e a desmilitarização de Gaza".

(Com Estadão Conteúdo)

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