NOTÍCIAS
25/07/2014 09:50 -03 | Atualizado 26/01/2017 21:43 -02

Dilma contraria PT no Rio de Janeiro e celebra parceria com Luiz Fernando Pezão (PMDB), candidato ao governo

MARCOS ARCOVERDE/ESTADÃO CONTEÚDO

O clima da inauguração da campanha da presidente Dilma Rousseff no Rio de Janeiro ontem (24) foi de lua-de-mel com o governador do estado, Luiz Fernando Pezão (PMDB), candidato à reeleição. Se restava alguma dúvida de que Dilma iria pedir votos para Pezão e não para o concorrente de seu partido, Lindberg Farias (PT), as imagens e trocas de afagos deixam tudo às claras.

"A senhora foi a maior amizade que fiz na política", derreteu-se Pezão, em declaração à Dilma publicada pela Folha de S. Paulo. "Nada nos separa", acrescentou, selando a união, abençoada pelo vice-presidente, Michel Temer, cacique do PMDB.

Dilma devolveu as carícias verbais. "Descobri no Pezão uma grande humanidade", revelou.

dilma

dilma

Essa sintonia fina para a campanha à reeleição da petista é necessária porque Dilma não queria ver consolidada a parceria do PSDB com PMDB no Rio de Janeiro. A chapa "Aezão" – voto em Pezão, para governador do Rio, e Aécio Neves para presidente – foi orquestrada nos últimos meses pelos diretórios estaduais dos dois partidos.

Entretanto, o flerte de Dilma e Pezão é antigo. O ex-governador Sérgio Cabral, padrinho político de Pezão, é aliado de primeira hora de Dilma e foi um importante interlocutor da presidente dentro do PMDB.

Eles se afastaram um pouco depois que Dilma não realizou o desejo de Cabral de se tornar ministro.

Mas, com a escolha por Pezão, é certo que ambos estarão do mesmo lado da campanha.

E Lindberg, segundo a Folha, evita comentar a união de Dilma e Pezão. Caberá ao grande ídolo do senador a busca por votos para Lindberg: o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Sete disputam governo do Rio de Janeiro