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24/07/2014 17:49 -03 | Atualizado 26/01/2017 21:43 -02

Mesmo após assumirem a Seleção, Dunga e Gilmar Rinaldi ainda teriam envolvimento com agenciamento de jogadores

NESTOR J. BEREMBLUM/ELEVEN/ESTADÃO CONTEÚDO

Duas reportagens desta quinta-feira (24) mostram que o discurso de “ética e transparência” de Dunga e Gilmar Rinaldi, campeões com a Seleção Brasileira em 1994 e que estão no comando após a Copa do Mundo, apresentam rachaduras. Tanto o técnico quanto o coordenador técnico ainda estariam vinculados ao agenciamento de jogadores, algo bastante crítico diante dos interesses e cifras que envolvem o mundo da bola.

Matéria assinada pelo jornalista Lúcio de Castro, da ESPN Brasil, mostra que Dunga levou mais de R$ 400 mil em um negócio envolvendo o meia Ederson, ex-Lyon e que atualmente está na Lazio. Segundo a apuração, a empresa de Dunga teria recebido o valor – e um recibo assinado por Dunga comprova o negócio – em razão da intermediação da transação, ainda em 2004.

A reportagem da ESPN Brasil ainda aponta que o atual técnico da Seleção ainda mantém relações próximas com empresas envolvidas com o agenciamento de jogadores. Por meio da assessoria de imprensa da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), Dunga negou “ter participação alguma na venda dos direitos sobre o vínculo do referido jogador”.

Se a possível postura controversa de Dunga, perante o seu cargo, aparece com alguma surpresa, o mesmo não pode ser dito de Gilmar Rinaldi. O ex-goleiro já empresariou alguns nomes conhecidos do futebol, como o atacante Adriano Imperador, e recebeu críticas logo que foi anunciado pela CBF como coordenador técnico de seleções justamente pelo seu passado recente com o agenciamento de atletas.

Ao blog do jornalista Rodrigo Mattos, da UOL, Rinaldi admitiu ainda possuir duas empresas ativas que agenciam jogadores, uma no Brasil e outra na Holanda. À mesma reportagem, o coordenador técnico disse que vai fazer as mudanças necessárias para pôr fim ao seu envolvimento com a carreira de atletas profissionais. Ele alegou que isso ainda não foi feito “por falta de tempo”.

O trabalho da nova comissão técnica nem bem começou, mas a turbulência e o conflito de interesses já estão postos.

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