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21/07/2014 10:47 -03 | Atualizado 26/01/2017 21:43 -02

Faixa de Gaza tem dia mais violento desde início do conflito entre Israel e Hamas

ASSOCIATED PRESS
A Palestinian man carries the lifeless body of a child to an emergency room at Shifa hospital in Gaza City, Sunday, July 20, 2014. Hundreds of panicked residents have fled a Gaza City neighborhood which they say has come under heavy tank fire from Israeli forces. Some reported seeing dead and wounded in the streets, with ambulances unable to reach the area. Israel widened its ground offensive early Sunday, sending more troops into the Hamas-ruled territory to destroy tunnels used by the Islamic militants to try to sneak into Israel. (AP Photo/Khalil Hamra)

Apesar dos apelos internacionais por cessar-fogo, o conflito entre Israel e o grupo islâmico Hamas viveu, ontem (20), seu dia mais sangrento desde o início da ofensiva israelense.

O domingo sangrento deixou 13 soldados israelenses e mais de 140 palestinos mortos. As informações são do G1.

Os ataques, que aconteceram no bairro de Shejaiya, na cidade de Gaza, resultaram no maior número de baixas do Exército israelense em oito anos, desde a guerra do Líbano.

Em um período de 14 dias, desde quando o conflito tomou fôlego, mais de 500 palestinos morreram em Gaza - a maioria vítima de ataques aéreos. Os israelenses correspondem a 4% do número de mortos palestinos: 20 vítimas fatais.

Hoje de manhã, uma família de ao menos nove palestinos - 4 deles, crianças - morreu em um ataque aéreo. Ao sul de Gaza, mais 16 corpos foram encontrados soterrados sob uma casa bombardeada, segundo a Folha de S.Paulo.

ASSISTA: Grupos procuram sobreviventes nos escombros de Gaza (via Associated Press)

O ataque das forças israelenses contra um hospital na região central de Gaza deixou quatro mortos e 50 feridos, de acordo com o porta-voz do Ministério de Saúde de Gaza, Ashraf Al Qedra.

Dois grupos de palestinos que tentaram se infiltrar em Israel foram atacados pelo exército israelense. Ao menos 10 militantes do Hamas foram mortos.


Domingo sangrento em Gaza


As tentativas de infiltração de palestinos em Israel por túneis secretos e os ataques de foguetes motivaram o primeiro-ministro israelense, Binyamin Netanyahu, a invadir Gaza por terra na quinta.

O estopim da nova onda de violência em Gaza foi o sumiço de três jovens israelenses perto da fronteira da palestina Cisjordânia com Israel. Os estudantes pediam carona quando foram sequestrados e assassinados. De acordo com Israel, os autores do crime são militantes do Hamas.

Depois do incidente, Israel mobilizou 53.200 homens para a ofensiva na faixa de Gaza, região miserável de 362 km² onde vivem 1,8 milhão de habitantes, ou seja, uma das maiores densidades populacionais do mundo.

DIPLOMACIA

Neste domingo, o Conselho de Segurança da ONU pediu cessar-fogo imediato na faixa de Gaza. Na quarta (23), o Conselho fará uma reunião de emergência sobre o conflito.

O presidente Barack Obama disse que enviará John Kerry, secretário de Estado dos EUA, ao Egito, centro das negociações de resolução do conflito, nesta segunda (21).

O secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, desembarcou no Oriente Médio para tentar negociar uma trégua depois de ontem, dia mais violento desde a retomada dos conflitos.

Em discurso televisionado, o presidente palestino Mahmud Abas classificou o bombardeio de Shejaiya como "crime contra a humanidade". O exército israelense, em resposta, justificou os ataques dizendo que advertiu os civis a deixarem o local, mas que o Hamas não permitiu a evacuação da área.

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