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21/07/2014 11:10 -03 | Atualizado 26/01/2017 21:43 -02

Ativistas presos no Rio planejavam 'ação de guerrilha' na final da Copa no Rio, diz O Globo

JOSÉ PEDRO MONTEIRO/AGÊNCIA O DIA/ESTADÃO CONTEÚDO

O jornal O Globo teve acesso ao relatório final da Polícia Civil do Rio de Janeiro sobre a investigação que culminou com a prisão de 19 ativistas na véspera da final da Copa do Mundo. A publicação mostra uma "hierarquia rígida" que justificaria a acusação de formação de quadrilha, apontada pelo Ministério Público do Rio.

Os ativistas presos se dividem em "comissões" que trabalham para planejar os ataques, produzir e distribuir bombas entre os participantes dos protestos, denuncia o Globo.

O ato "Não Vai Ter Final", que foi organizado no Rio, teria uma "ação de guerrilha, com uso de bombas de fragmentação, coquetéis molotov e ouriços", segundo o relatório policial.

Áudios publicados pelo jornal contribuíram para a definição do quadro que a Polícia Civil desenhou sobre como os manifestantes agiam. Elisa Quadros, a Sininho, é apontada como a principal articuladora das ações do grupo.

Na sexta-feira passada, a Justiça decretou a prisão preventiva de 23 pessoas por associação criminosa armada (formação de quadrilha). Desses, 18 estão foragidos.

Ontem o Tribunal de Justiça do Rio negou habeas-corpus aos suspeitos.

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