MUNDO
18/07/2014 17:17 -03 | Atualizado 26/01/2017 21:42 -02

Conflito no Iraque matou 5.500 civis neste ano, diz ONU

TAUSEEF MUSTAFA via Getty Images
Kashmiri demonstrators hold up Palestinian flags and a flag of the Islamic State of Iraq and the Levant (ISIL) during a demonstration against Israeli military operations in Gaza, in downtown Srinagar on July 18, 2014. The death toll in Gaza hit 265 as Israel pressed a ground offensive on the 11th day of an assault aimed at stamping out rocket fire, medics said. AFP PHOTO/Tauseef MUSTAFA (Photo credit should read TAUSEEF MUSTAFA/AFP/Getty Images)

Os conflitos recentes no Iraque já deixaram 5.500 mortos neste ano, segundo relatório da Organização das Nações Unidas (ONU) divulgado nesta sexta-feira. O documento trata do problema humanitário desencadeado pela ofensiva dos militantes sunitas no país.

O grupo extremista islâmico, que declarou o Estado Islâmico no Iraque e no Levante (EIIL), tomou a cidade de Fallujah e parte de Ramadi, na província de Ambar, no começo de janeiro. Os militantes intensificaram os ataques no mês passado e dominaram grandes áreas do norte e do oeste do país.

Segundo a ONU, pelo menos 5.576 civis foram mortos nos últimos seis meses e outros 11.665 ficaram feridos até junho. Outros 1,2 milhão de pessoas foram expulsas de casa devido à violência da região.

Os dados mostram um aumento do conflito em relação a 2013. No ano passado, que já foi um dos mais violentos do Iraque, 7.800 civis morreram em 12 meses.

O conflito "infligiu grande dificuldades e sofrimento à população civil, incluindo assassinatos em massa, ferimentos, destruição de vidas e de propriedades", afirmou o relatório. O documento traz indicações de que os abusos foram cometidos por ambas as forças envolvidas no conflito. Os militantes são acusados de violência sexual e sequestros, enquanto o governo do Iraque fez execuções sumárias, de acordo com a ONU.

As Nações Unidas fizeram um apelo para que todos os envolvidos no conflito garantam proteção aos civis e respeitem as leis internacionais de direitos humanos.