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16/07/2014 19:07 -03 | Atualizado 26/01/2017 21:42 -02

O que o MTST - Movimento dos Trabalhores Sem-Teto - tem a ver com o sinal de celular

Estadão Conteúdo

São Paulo amanheceu com protestos e ocupações em vários pontos na cidade nesta quarta (15). Coordenados pelo MTST, manifestantes marcharam em pelo menos três pontos diferentes da zona sul da capital. O destino? As sedes das principais operadoras de celular; Oi, TIM, Vivo, Claro e a própria Anatel, agência reguladora do governo para telecomunicações. Nestes locais, os manifestantes bloquearam vias, e se reuniram em frente, e alguns casos até mesmo dentro dos edifícios das operadoras.

As ocupações dos prédios foram noticiadas em vários veículos, e os comentários de leitores nos sites e também nas redes sociais perguntavam: se o Movimento é dos Trabalhadores Sem-Teto, o que isso tem a ver com o sinal de celular?

Nos comentários de uma das reportagens, leitores mostram o total desconhecimento do movimento. Em um deles, o leitor diz que não entender como existe "sinal só na laje", se eles "não tem teto". Outro comentarista classifica os manifestantes como "gangue", e sugere inclusive ocupações em locais que são públicos, como o Palácio do Planalto e, vejam bem, o Congresso Nacional.

Afinal, qual é a bandeira do MTST?

Na página da entidade do Facebook, a entidade explica os motivos do protesto: eles querem mais antenas e investimentos para as redes de celulares nas zonas periféricas da região metropolitana de São Paulo, que segundo eles não tem qualidade de serviço.

São nesses locais onde os adeptos do movimentos e mais de outros 50 milhões de brasileiros "moram", segundo o site do MTST: "Vivemos de aluguel, de favor ou moramos em áreas de risco pelas periferias urbanas do Brasil".



Em entrevista ao portal Terra, a coordenadora estadual do MTST, Jussara Basso, não concorda que os protestos sejam uma ruptura da bandeira do movimento:

"A pauta do movimento nunca foi unicamente moradia; pleiteamos, na verdade, melhor qualidade de vida. Protestamos contra a má qualidade do serviço das operadoras, que, por outro lado, cobram da gente um dos valores mais caros do mundo. Pedimos a reestatização dessas empresas por conta do não cumprimento dos contratos”

Segundo a Polícia Militar, cerca de 700 manifestantes estiveram em frente ao prédio da empresa de telefonia Oi na Vila Olímpia. Outro grupo ocupou o térreo do edifício da Anatel na Vila Mariana. Um terceiro grupo maior de 1000 pessoas esteve no pátio da Tim, próximo ao Terminal João Dias, em Santo Amaro. As informações são do Estadão.

Em cada uma das visitas, um líder do MTST levava uma lista com 25 pontos que sofreriam com a baixa ou total falta de sinal de celular para apresentar aos representantes da operadora. Segundo o portal Terra, os líderes foram recebidos pelas operadoras e também pela Anatel. Todos prometeram fazer uma varredura nas regiões apontadas.

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