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11/07/2014 10:26 -03 | Atualizado 26/01/2017 21:35 -02

'Não Vai Ter Final': mais de dois mil confirmam participação em último ato contra a Copa do Mundo, no Rio

DANIEL TEIXEIRA/ESTADÃO CONTEÚDO

Nestes 30 dias de Copa do Mundo até aqui, nenhum protesto prejudicou a competição, como temiam as autoridades federais e estaduais antes da abertura do evento.

Várias manifestações foram organizadas nas cidades-sedes, algumas lúdicas e divertidas (como esta em Belo Horizonte), outras violentas (como aquela que terminou com depredações na loja da Mercedes na capital paulista).

Em São Paulo, a repressão da Polícia Militar cresceu a ponto de haver cerco policial até em debates e reuniões de coletivos.

Foram dezenas de atos: "Não Vai Ter Copa", "Não Vai Ter Tarifa" e, agora, "Não Vai Ter Final".

O derradeiro protesto, que está sendo divulgado pela comunidade Não Vai Ter Copa, será no Rio de Janeiro, palco da final da competição – entre Alemanha e Argentina.


O ato é organizado pela Frente Independente Popular do Rio de Janeiro. "Não podemos fechar os olhos para os crimes que estão sendo cometidos em nome da Copa do Mundo. Calar-se para o ‘Não Vai Ter Copa’ é trair o povo pobre, é trair a luta contra a desigualdade social. É trair as ruas", diz o manifesto da frente.

As principais queixas são: os gastos bilionários com o Mundial, a remoção de famílias de áreas onde foram feitas obras para a Copa e os lucros da Fifa.

Manifestantes também lembram a morte de nove operários durante a construção dos estádios. Chegaram a comparar a quantidade de gols sofridos pelo Brasil, na semifinal, com o número de trabalhadores mortos.


Mais de 2,3 mil pessoas já confirmaram presença no ato do Rio de Janeiro.

O ponto de encontro é a Praça Saens Peña, na zona norte do Rio, a partir das 13h, no domingo (13).