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09/07/2014 18:26 -03 | Atualizado 26/01/2017 21:35 -02

"Meus pesadelos nunca foram tão ruins", diz Dilma Rousseff após humilhação do Brasil diante da Alemanha

RODOLFO BUHRER/FOTOARENA/ESTADÃO CONTEÚDO

A derrota da Seleção Brasileira para a Alemanha por humilhantes 7 a 1, em uma das semifinais da Copa do Mundo, jamais passaria pela cabeça nem mesmo do mais pessimista dos brasileiros. Em entrevista à rede americana CNN nesta quarta-feira (9), a presidente Dilma Rousseff foi além e disse que nem mesmo em seus piores pesadelos algo assim parecia ser possível de acontecer.

"Meus pesadelos nunca foram tão ruins. Eles nunca foram tão longe. Como torcedora, claro, eu lamento muito porque eu tenho a mesma tristeza de todos os torcedores", afirmou Dilma à jornalista Christiane Amanpour.

Mesmo em um momento de derrota que se abateu sobre o País, a presidente brasileira ainda procurou demonstrar algum otimismo com o futuro, situando o Brasil como uma nação acostumada a superar os obstáculos que se põem no caminho da população, ainda mais no que ela chamou de uma “situação extrema de dor”.

“Mas também sei que somos um País com uma característica peculiar: nós crescemos com o desafio diante da adversidade. Nós podemos superá-lo”, analisou Dilma.

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Segundo a CNN, a Copa do Mundo apresentava um alto grau de importância para o governo federal, sobretudo em um ano no qual a presidente tentará a sua reeleição no pleito de outubro. O temor é que a revolta popular que alimentou os protestos dos últimos 15 meses pelo Brasil volte com força, ainda mais com o impacto negativo da derrota vivida pela Seleção.

“O fato é que o Brasil organizou e sediou uma Copa do Mundo, uma das quais eu acredito ter sido das melhores da história. E isso se deu amplamente pela habilidade dos brasileiros em oferecerem hospitalidade aos torcedores de todas as partes do mundo”, concluiu Dilma.

Uma reportagem do jornal Folha de S. Paulo desta quinta-feira aponta que já existe uma preocupação de que os efeitos da Copa possam atrapalhar o cenário eleitoral para a presidente da República. Curiosamente, o governador tucano Geraldo Alckmin, de São Paulo, ofereceu, digamos, uma opinião que pode eventualmente acalmar Dilma.

“O povo separa muito bem a questão política eleitoral da questão futebolística. Claro que tem um momento de ressaca, tristeza, mas isso passa. Eleição é daqui a três meses”, comentou Alckmin, candidato a reeleição em São Paulo. Ele mencionou ainda o fato de Fernando Henrique Cardoso não ter conseguido eleger o colega de PSDB, José Serra, no pleito de 2002 à Presidência, apesar do pentacampeonato conquistado pelo Brasil no Mundial daquele ano.

(Com Estadão Conteúdo)