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09/07/2014 12:30 -03 | Atualizado 26/01/2017 21:35 -02

Forças de segurança do Iraque encontram 53 corpos vendados ao sul de Bagdá

Ahmad Mousa/Reuters

Forças de segurança iraquianas encontraram 53 cadáveres com vendas nos olhos e com as mãos presas, em uma cidade ao sul de Bagdá nesta quarta-feira, disseram autoridades locais.

Eles disseram que os corpos haviam sido deixados na vila de Khamissiya, de maioria xiita, cerca de 25 quilômetros ao sudeste da cidade de Hilla, que fica próxima à rodovia que vai da capital às províncias do sul do país.

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O chefe do conselho provinciano, a polícia local e o gabinete do governador confirmaram a descoberta dos corpos, mas não tinha informações imediatas sobre a identidade dos mortos, que aparentemente foram executados.

Combatentes islâmicos sunitas tomaram o controle de grandes partes do norte e do oeste do Iraque no mês passado, avançando em direção a Bagdá em um episódio que representa o maior desafio ao governo liderado por xiitas do primeiro-ministro Nuri al-Maliki desde a retirada de forças dos EUA em 2011.

Um combate voraz entre insurgentes e o exército, apoiado por milícias xiitas, tem aumentado temores de um retorno da sangrenta violência sectária que abalou o Iraque em 2006 e 2007.

Base de militantes

O primeiro-ministro do Iraque, Nuri al-Maliki, disse nesta quarta-feira que a cidade de Arbil, sob controle curdo, estava se tornando uma base de operações para o grupo militante Estado Islâmico, que tomou controle de partes do norte e do oeste do país no mês passado.

Maliki está sob pressão à medida que militantes islâmicos sunitas, liderados pelo grupo dissidente da al Qaeda, o Estado Islâmico do Iraque e do Levante (EIIL), têm mantido o controle desses territórios do país e ameaçado marchar em direção à capital.

"Nunca ficaremos quietos sobre Arbil ter se tornado uma base de operações para o Estado Islâmico e de baatistas, e da al Qaeda e de terroristas", disse Maliki em seu discurso semanal televisionado.

O relacionamento de Maliki com o presidente curdo, Massoud Barzani, tem se deteriorado em meio a um insurgência sectária que ameaça dividir o país.

Barzani, na semana passada, pediu ao parlamento da região autônoma curda para planejar um referendo sobre a independência de seu território, provocando atrito com Bagdá.

Maliki, enquanto isso, tem acusado os curdos de explorar a crise para pressionar sua independência.

(Com Reuters)