NOTÍCIAS
07/07/2014 14:54 -03 | Atualizado 26/01/2017 21:35 -02

Dilma critica "pessimismo indevido" e diz confiar na "força da economia brasileira"

EVARISTO SA via Getty Images
Brazilian President Dilma Rousseff delivers a speech during the inauguration ceremony of the first phase of the BRT (express bus corridor) in Brasilia, Brazil, on June 13, 2014. President Dilma Rousseff on Friday shrugged off the obscene insult lodged against her by thousands of fans during Brazil's World Cup opening game. AFP PHOTO / EBC - Marcelo CAMARGO (Photo credit should read EVARISTO SA/AFP/Getty Images)

Embalada pelo sucesso da Copa do Mundo, a presidente Dilma Rousseff, que busca a reeleição, relevou os atrasos de obras e carregou no otimismo sobre a economia ao responder a perguntas de internautas no Facebook.

"Não concordo que houve qualquer prejuízo para a Copa do Mundo com obras atrasadas", escreveu a presidente. "Não podemos repetir na Olimpíada o indevido pessimismo que houve na preparação da Copa, isso é algo que devemos aprender."

Várias obras de mobilidade previstas para o Mundial não ficaram prontas a tempo e a maioria dos estádios onde se realizam os jogos ficaram prontos depois da data prevista, a ponto de o local da partida de abertura não ter tido condições de realizar um teste completo antes do Mundial.

Mas foi na economia que Dilma pesou mais seu otimismo. Apesar de a economia ter crescido apenas 0,2 por cento no primeiro trimestre do ano e de economistas continuarem revisando para baixo a expansão do Produto Interno Bruto (PIB) em 2014, a presidente disse confiar na "força da economia brasileira".

"O mesmo pessimismo que anteciparam para a Copa e que se mostrou equivocado ocorre quando falam sobre o PIB de 2014", disse Dilma. "Nós acreditamos na força da economia brasileira para se superar diante das dificuldades derivadas da crise internacional."

Nesta segunda-feira, o Banco Central divulgou pesquisa Focus mostrando que economistas de instituições financeiras reduziram pela sexta semana seguida a projeção para a alta do PIB em 2014, agora a 1,07 por cento. No ano passado, o PIB cresceu 2,5 por cento.