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07/07/2014 22:10 -03 | Atualizado 26/01/2017 21:35 -02

Campos volta a negar ‘racha' na chapa com Marina e ataca Dilma: "Chegou a hora de sair de trás do marqueteiro"

VEETMANO/FOTOARENA/ESTADÃO CONTEÚDO

O candidato do PSB à Presidência da República Eduardo Campos voltou a rechaçar nesta segunda-feira (7) qualquer racha dentro da sua chapa, ao lado da vice Marina Silva. Durante o encontro entre os presidentes estaduais do partido, visando coordenar e organizar sua campanha, Campos disse a jornalistas que não há problemas de alianças no âmbito nacional.

“Nós estamos hoje fazendo uma reunião com os presidentes do PSB de todo o Brasil para que eles possam, em cada um dos Estados, compor com os partidos aliados a coordenação da campanha naqueles Estados, seguir o debate do programa, fazer as sugestões de agenda, e começar uma campanha que vai tomar as ruas do Brasil”, disse Campos a jornalistas após a reunião, antes de seguir viagem a Pernambuco.

“Não há dissidência no partido em relação ao projeto nacional”, completou. Mais cedo, em Águas Lindas (GO), Campos partiu para o ataque contra a presidente Dilma Rousseff. Segundo ele, é o momento da petista sair para debater o futuro do Brasil.

“Acho que chegou a hora de a presidente Dilma sair de trás do marqueteiro e vir para as ruas, falar com o povo e dizer o que ela fez nestes quatro anos. A gente procura no Brasil real e não encontra esse governo de quatro anos”.

Para esta semana, a agenda já prevê que Campos esteja nesta terça-feira (8) em Recife, quarta-feira (9) em Fortaleza, e na quinta no Maranhão (10).

A candidatura de Campos, terceira colocada nas pesquisas de intenção de voto, conta com pouco tempo de TV, daí a necessidade de mobilização nos Estados, incluindo a inauguração de comitês estaduais e também casas de eleitores que o apoiam, a exemplo da campanha à Presidência realizada em 2010 por sua vice, a ex-senadora Marina Silva, que contava com as chamadas “Casas de Marina”.

“Nós vamos seguir visitando o Brasil real. Aqui é um Brasil que pede socorro, um Brasil indignado com a corrupção, indignado com a volta da inflação, indignado com a violência, indignado com a propaganda que não bate com a realidade. É nesse Brasil que vamos seguir andando”, concluiu Campos.

(Com Reuters)