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02/07/2014 14:35 -03 | Atualizado 26/01/2017 20:50 -02

Conheça as estratégias da Colômbia contra o Brasil nas quartas de final: James Rodriguez e o "Fator E"

ASSOCIATED PRESS
Colombia's James Rodriguez, right, Mario Yepes, center, and Carlos Sanchez Moreno, left, celebrate after the World Cup round of 16 soccer match between Colombia and Uruguay at the Maracana Stadium in Rio de Janeiro, Brazil, Saturday, June 28, 2014. James Rodriguez scored twice to put Colombia into the World Cup quarterfinals for the first time in a 2-0 victory over Uruguay on Saturday.(AP Photo/Antonio Calanni)

Ao perder seu principal jogador, Falcao Garcia, lesionado, para a disputa da Copa do Mundo, parecia que o sonho da Colômbia realizar uma boa campanha no Brasil iria por água abaixo. A esperança de contar com o craque foi alimentada pela comissão técnica e pela torcida do país até os "45 do segundo tempo", mas virou pó quando treinador José Pekerman anunciou os 23 convocados da seleção colombiana, deixando de fora o atacante do Monaco.

Da inquietação para a euforia da torcida, no entanto, foram preciso somente quatro jogos, ou melhor, quatro convincentes vitórias. Da estreia contra a Grécia até a partida de oitavas de final, contra o Uruguai, passaram-se apenas duas semanas. Tempo suficiente para os torcedores locais se encherem de orgulho e acreditarem que, sim, é possível voar ainda mais alto no sonho vivido no Brasil.

Ao eliminar, com propriedade, o Uruguai da Copa, contando com mais uma ótima atuação de James Rodriguez - o jovem meia de 22 anos que veste a camisa 10 da equipe e é o artilheiro do Mundial, com 5 gols -, a Colômbia se impôs como a seleção que apresentou o melhor futebol na competição até o momento. Se havia a tristeza pelo corte de Falcao antes da Copa, certamente ela desapareceu para dar espaço à alegria de ver seus companheiros de equipe mostrarem que este é o melhor time colombiano de todos os tempos, mesmo sem seu camisa 9 titular.

Os jornais colombianos celebram a chegada da seleção "cafetera" às quartas de final do Mundial do Brasil como um feito histórico, épico, que já supera a geração que até então era considerada a melhor de todos os tempos do país - aquela comandada por Valderrama, que contava com nomes como Asprilla, Higuita e Rincón, e que foi até as oitavas de final na Copa do Mundo de 1990.

Para o periódico "El Tiempo", um dos mais prestigiados do país, uma das chaves do sucesso da equipe na competição é o chamado "Factor E": "e", de "êxito", "experiência internacional" e "Europa". Ou seja, com os principais jogadores da equipe atuando cada vez mais cedo em grandes clubes europeus, há um aumento do nível técnico e tático da seleção principal do país. O jornal também provoca os brasileiros e questiona: "Quem é dono do jogo bonito?"

Já "El Espectador" também mostra confiança na seleção colombiana e crava: "Brasil é atacável". Apesar do otimismo da mídia local, os jogadores colombianos têm os pés no chão para a partida desta sexta-feira. "Sabemos das dificuldades que vamos enfrentar, principalmente porque a torcida contrária será muito grande. Mas nossa preparação foi muito boa, sabemos o que temos de fazer e vamos trabalhar para isso", afirmou o zagueiro Valdez.

O meio-campista Carlos Sánchez vai na mesma linha e, questionado se temia o Brasil, foi enfático: "Medo não, respeito sim, porque é Brasil, por ser a seleção anfitriã, pelos jogadores e o corpo técnico. O Brasil está aqui porque conseguiu resultados, pode ser que não tenha agradado muita gente, mas chegou aqui".

Concentrados em Cotia, região metropolitana de São Paulo, os colombianos treinam no moderno Cento de Treinamento do São Paulo Futebol Clube, mas optaram por antecipar a viagem à Fortaleza em um dia, para se aclimatarem ao calor e à umidade da cidade nordestina. Com isso, esperam estar "na ponta dos cacos" na próxima sexta-feira, quando, às 17h, jogarão a partida mais importante da história da equipe sul-americana, no Castelão.