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24/06/2014 10:12 -03 | Atualizado 26/01/2017 21:45 -02

Mais 60 meninas e 31 meninos são sequestrados na Nigéria

Phil Walter/Getty Images

Extremistas islâmicos sequestraram 60 meninas e 31 meninos em vilarejos no nordeste da Nigéria, disseram testemunhas nesta terça-feira (24).

Forças de segurança negaram os sequestros, no entanto. O governo e o Exército da Nigéria foram muito criticados pela resposta lenta ao sequestro de mais de 200 meninas em 15 de abril.

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Não foi possível confirmar de forma independente a informação de sequestro em KUmmabza, a 150 km de Maiduguri, capital do estado de Borno, e região que vive em estado de emergência devido aos ataques do grupo terrorista Boko Haram.

O morador de Kummabza Aji Khalil disse que o sequestro aconteceu no sábado em um ataque em que quatro locais foram mortos. Khalol é membro de um dos grupos de vigilantes que tiveram algum sucesso em repelir os ataques do Boko Haram com armas primitivas.

Um assessor do governo de Damboa falou em condição de anonimato que o sequestro realmente aconteceu, mas disse que não tinha permissão para dar mais informações a jornalistas. Outras autoridades locais se recusaram a falar com a Associated Press.

O Boko Haram pediu a libertação de insurgentes presos em troca das reféns, mas o presidente nigeriano Goodluck Jonathan disse que não vai levar a proposta de troca em consideração.

As estratégias para resgatar as meninas estão em um impasse. O Exército da Nigéria disse que sabe onde elas estão, mas teme que os terroristas as matariam em caso de ação militar. Os políticos ignoraram o problema, com muitos distraídos com as eleições presidenciais de fevereiro de 2015. A primeira-dama, Patience Jonathan, e outros apoiadores do governo chegaram a dizer que o sequestro foi fabricado para prejudicar a administração do presidente.

Na semana passada, dois meses após o ocorrido, um comitê presidencial que investigou o caso disse que o sequestro realmente aconteceu e esclareceu os números de vítimas. O comitê disse que havia 395 estudantes na escola, 119 escaparam durante o ataque, outras 57 fugiram nos primeiros diase outras 219 continuam reféns.

Este ano, o Boko Haram embarcou em uma estratégia de bombardeio de cidades em áreas rurais seguido de destruição total por meio de incêndios. A capital do país, Abuja, a cidade central de Jos e a importante cidade de Maiduguri, cidade natal do Boko Haram, foram todas bombardeadas.

Na segunda-feira, uma explosão em uma faculdade de medicina na cidade de Kano matou oito pessoas e feriu 12, segundo a polícia. Foi o terceiro bombardeio em quatro meses na segunda maior cidade da Nigéria. No sábado, mesmo dia dos sequestros, os islamitas do Boko Haram atacaram outras quatro cidades, perto de Chibok, onde as 200 meninas foram sequestradas. Ao menos 33 pessoas morreram, bem como seis vigilantes e 24 combatentes do grupo terrorista.