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18/06/2014 11:58 -03 | Atualizado 26/01/2017 21:45 -02

Na África, dezenas estão morrendo enquanto assistem aos jogos da Copa

Sayyid Azim/AP

Nesta quarta-feira foi a vez da Nigéria: 13 mortos e 20 feridos em um atentado a bomba na cidade de Damaturu, onde torcedores se reuniam para assistir a uma partida da Copa do Mundo. No domingo, o ataque terrorista foi no Quênia, quando homens armados entraram uma cidade e atiraram contra torcedores que assistiam a um jogo da Copa e hóspedes em um hotel, matando 50 pessoas.

Ainda não se sabe a autoria do ataque na Nigéria, que aconteceu na noite de terça-feira no horário local, mas suspeita-se que seja o Boko Haram, o mesmo grupo que sequestrou mais de 200 meninas há algumas semanas, esteja por trás do atentado. No Quênia, o grupo islâmico Al Shabaab, da Somália, assumiu a autoria do ataque de domingo à noite na cidade de Mpeketoni, alegando como motivo que o Quênia havia enviado suas forças para a Somália e acusado Nairóbi de assassinar estudiosos muçulmanos, uma acusação que autoridades quenianas negam.

"O Quênia é agora oficialmente uma zona de guerra e, como tal, quaisquer turistas visitando o país o farão cientes do perigo", disse o grupo, após realizar a maior ofensiva desde que combatentes atacaram um shopping em Nairóbi em setembro, deixando 67 mortos.

O Quênia, que culpou a al Shabaab por ataques anteriores, havia dito que iria estar em alerta durante a Copa do Mundo para garantir exibições públicas de jogos com segurança. "Os agressores eram tantos e estavam todos armados com armas de fogo. Eles entraram na sala de vídeo, onde fomos assistir a um jogo da Copa do Mundo e dispararam indiscriminadamente contra nós", disse Meshack Kimani à Reuters por telefone. "Eles miraram apenas nos homens, mas eu tive sorte. Eu escapei escondendo-me atrás da porta."

Depois de Westgate, al Shabaab prometeu mais ataques, dizendo que eles estavam determinados a expulsar as tropas quenianas da Somália. O Quênia, cujos soldados são enviados como parte de uma força de paz africana que combate militantes, diz que não vai sair.

Os ataques devem aumentar as preocupações em outras nações africanas. Especialistas em segurança já haviam dito que islamitas devem atacar torcedores da Copa do Mundo em Nigéria, Quênia, Tanzânia, Etiópia, Somália, Djibouti, Burundi, Tunísia e Uganda. Em 2010, 74 pessoas morreram em explosões em Kampala, Uganda, enquanto assistiam à final da Copa do Mundo. O ataque também foi de autoria da al Shabaab.

(Com AP e Reuters)