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17/06/2014 11:49 -03 | Atualizado 26/01/2017 21:43 -02

Biden e Dilma: sedução, diplomacia e Copa do Mundo

Roberto Stuckert Filho/PR

O vice-presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, se reuniu nesta terça-feira com a presidente Dilma Rousseff em Brasília, e disse estar "confiante" que as relações entre seu país e o Brasil serão totalmente normalizadas.

No ano passado, a revelação de que a NSA, agência de segurança americana, espionou cidadãos e empresas brasileiras, incluindo a própria presidente da República, causou mal-estar entre os dois países, a ponto de Dilma cancelar uma visita de Estado que estava programada. Em janeiro, o presidente americano, Barack Obama, disse que seu país não vai mais espionar chefes de estado de países aliados, mas um pedido de desculpas nunca foi emitido.

Biden veio ao Brasil como emissário do governo Obama em uma tentativa de melhorar as relações, mas o pedido de desculpas tão esperado provavelmente não ocorra, como afirma o The New York Times. Em uma entrevista publicada na segunda-feira no jornal Folha de S. Paulo, Biden disse que o convite para Dilma jantar na Casa Branca continua em pé, mas não respondeu se pediria desculpas pela espionagem.

Mesmo assim, é possível que a relação entre os dois países seja aquecida. Em uma entrevista publicada este mês, Dilma disse que estava preparada para “seguir adiante”. A presidente disse a jornalistas que pretendia remarcar a sua viagem a Washington, mas apenas se recebesse um "forte sinal de que a (espionagem) não será repetida".

No entanto, depois da reunião desta terça, Biden disse que a reunião foi ótima e que ele havia gostado muito de Dilma. No ano passado, a presidente chegou a se referir a Biden como alguém “sedutor”. Depois de se encontrar com Dilma, Biden tem uma reunião com o vice-presidente, Michel Temer. Na segunda-feira, ele estava em Natal para assistir à partida Gana x EUA.

(Com AE e Reuters)