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10/06/2014 16:53 -03 | Atualizado 26/01/2017 21:43 -02

Greve do metrô: Justiça bloqueia contas bancárias de sindicatos para garantir pagamento de multas

RAFAEL ARBEX/ESTADÃO CONTEÚDO

As contas bancárias de dois sindicatos envolvidos na greve dos metroviários em São Paulo foram bloqueadas nesta terça-feira (10). A ordem partiu do Tribunal Regional do Trabalho (TRT), o mesmo que tentou mediar as negociações na semana passada e que considerou ilegal a paralisação que durou cinco dias na capital e está suspensa. O Ministério Público do Trabalho também fez a mesma solicitação.

A justificativa para o bloqueio das contas do Sindicato dos Metroviários e do Sindicato dos Engenheiros partiu do relator do caso no TRT, desembargador Rafael Pugliese: o pagamento das multas pela realização da greve, considerada abusiva.

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Inicialmente, as contas do Sindicato dos Metroviários tiveram o bloqueio no valor de R$ 3 milhões, total que deve cobrir a penalidade relativa aos quatro dias anteriores ao julgamento de domingo (R$ 400 mil), bem como a paralisação que continuou após a ordem judicial – com sobra, no caso de a greve ainda persistir. A multa diária para o dia parado na segunda-feira (9) é de R$ 500 mil. Mais tarde, o próprio TRT readequou o valor para R$ 900 mil.

Já o Sindicato dos Engenheiros teve o bloqueio no valor de R$ 400 mil, uma vez que a categoria retornou ao trabalho após o julgamento de domingo, devendo apenas a multa relativa aos quatro dias anteriores à decisão que considerou a greve abusiva. Ainda de acordo com o TRT, caso a greve seja reiniciada – como sugeriu o Sindicato dos Metroviários –, novos valores serão bloqueados.

A reportagem do Brasil Post conversou com o secretário-geral do Sindicato dos Metroviários, Alex Fernandes, que disse desconhecer a decisão do TRT. Entretanto, ele considerou que a medida judicial pode atrapalhar os trabalhos da entidade já a curto prazo, mas que o departamento jurídico dos sindicalistas deveria tentar recorrer dessa decisão.