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05/06/2014 13:05 -03 | Atualizado 26/01/2017 21:43 -02

Fernanda Lima sobre Copa: "Vamos penar pra pagar nos próximos anos"

Reprodução Facebook Glamour Brasil

Bastou Fernanda Lima aparecer no sorteio da Copa para que o mundo inteiro a coroasse a musa do Mundial. Mas o título não a impediu de tecer algumas críticas ao evento.

Escalada para estampar a capa da revista Glamour, de junho, a apresentadora não só disse que ri por dentro toda vez que a chamam assim, como também comentou o fato de ter a imagem vinculada a um evento que desagrada grande parte dos brasileiros. O que a incomoda é a conta que teremos que pagar no fim...

Não acredito que o povo brasileiro seja contra a Copa. Somos contra a corrupção, a desorganização do poder público, a violência, o atendimento vergonhoso do sistema de saúde e por aí vai... E se ainda somarmos a isso todo o desperdício de dinheiro público, gastos que extrapolam na construção de estádios, infraestrutura e tudo o mais que implica sediar uma Copa, teremos uma conta maldita, que vamos penar pra pagar nos próximos anos. Acho que somos contra essa conta infeliz. Creio que o povo gostaria que o Brasil sediasse uma Copa pra ter o orgulho de mostrar para o mundo e pra nós mesmos que as coisas estão mudando. Acho que perdemos essa esperança e acabamos nos sentindo envergonhados de torcer pela “paixão nacional”, pois, se assim o fizermos, pode parecer que estamos dando um tiro no pé. Entendo e também me sinto assim, indecisa, mas não acho que a culpa é do esporte, do futebol, da Copa. Eu me pergunto se devemos sacrificar a alegria de torcer pela Seleção pra dizer que não concordamos com os abusos de todos os dias. Bora dizer isso nas eleições, não votando em políticos corruptos e ladrões.

E aproveitou ainda para falar sobre o fato de a transmissão do sorteio ter sido interrompida no Irã por conta do decote que vestia:

Depois que soube que a transmissão havia sido interrompida porque “o vestido da apresentadora não estava de acordo com a cultura e religião islâmicas”, fiquei chateada. Não esperávamos isso. Me vesti como uma mulher ocidental. Não me sinto à vontade em discutir uma cultura que não me pertence, mas é fato que as mulheres de lá estão se manifestando em busca de mais liberdade. Recebi comentários bem duros nas minhas redes sociais, mas, na maioria, as manifestações foram de pedidos carinhosíssimos de desculpas.