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05/06/2014 18:21 -03 | Atualizado 26/01/2017 21:43 -02

Copa 2014: Ronaldo é alvo de protesto em São Paulo

Mídia Ninja

Ronaldo é umas das figuras mais emblemática da história das Copas do Mundo. Autor dos dois gols na final do Mundial de 2002, que deram o pentacampeonato mundial para a Seleção Brasileira, o ex-atacante é o maior artilheiro da história da competição. Depois de pendurar as chuteiras, passou a atuar como empresário e membro do Comitê Organizador Local (COL) da Copa do Mundo de 2014.

Se antes, Ronaldo era uma figura a ser louvada pelos torcedores, suas recentes declarações passaram a incomodar uma parcela da sociedade brasileira. Primeiro, falou que “não se faz Copa com hospital”, gerando muitas críticas por parte de manifestantes que contestavam os alto valores gastos pelo governo federal com a Copa – posteriormente, ele mesmo afirmaria estar “envergonhado” com os problemas do Brasil na preparação para Copa.

A gota d’água para os manifestantes “anti-Copa”, porém, viria depois. Em sabatina à Folha de S. Paulo, afirmou ser a favor de a polícia “a baixar o cacete" em manifestantes “mascarados”.

Com tantas declarações polêmicas, Ronaldo foi vítima, nesta quinta-feira, de um protesto em frente a seu escritório, situado na zona oeste de São Paulo. Militantes do Juntos!, grupo de jovens do PSOL, gritaram palavras de ordem contra o ex-jogador, como “Ô Ronaldo, preste atenção, povo não quer estádio, quer saúde e educação" e fizeram intervenções na calçada, com críticas à Fifa.

O grupo divulgou uma nota sobre o ocorrido. Confira, na íntegra:

“Queremos mostrar ao mundo que o verdadeiro gol de placa que o Brasil poderia marcar seria dar aos investimentos sociais a mesma prioridade que foi dada à Copa. Da mesma forma, não aceitamos qualquer tipo de criminalização dos movimentos que lutam para desnudar as injustiças do evento da FIFA. Figuras de grande prestígio e apelo popular que se colocam na defesa dos interesses mais escusos e autoritários serão desmascaradas.”